Crise hídrica expõe incapacidade da gestão Bocalom: Governo federal precisa intervir para evitar colapso total
Atualizado: 1 de abr. de 2025
A prefeitura mais uma vez demonstra sua incapacidade de solucionar a crise no abastecimento de água na capital, dependendo de recursos federais para tentar restaurar o serviço nas ruínas da ETA 1 e 2. Resta saber se, desta vez, o problema será finalmente resolvido ou se o investimento do Governo Federal será desperdiçado em meio à ineficiência da gestão municipal.
Quatro novas bombas devem ser instaladas na Estação de Tratamento de Água (ETA II), um carregamento com tubulações chegou na última quarta-feira (26) O investimento faz parte de um pacote de quase R$ 6 milhões em recursos federais destinados à reconstrução da estação, após seguidos problemas que deixaram milhares de moradores sem abastecimento.

A ETA II é responsável pelo abastecimento de todo o Segundo Distrito e parte do Primeiro, incluindo bairros como Calafate, Baixada da Sobral, Rui Lino e Tucumã. Na última segunda-feira (24), o governo federal autorizou o envio de R$ 9,5 milhões para a aquisição de bombas centrífugas destinadas ao saneamento básico. No entanto, a prefeitura fala em R$ 6 milhões. Resta a pergunta: onde foi parar o R$ 3,5 milhão restantes?
Veja a matéria completa do G1 a respeito do envio dos recurso e veja também o que diz a matéria no site da prefeitura afirmando sobre os quase 6 Milhões.
Link matéria G1: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2025/03/28/bombas-e-tubulacoes-chegam-a-eta-ii-para-evitar-novo-colapso-no-abastecimento-em-rio-branco.ghtml
Link Matéria Site da Prefeitura de Rio Branco: https://www.riobranco.ac.gov.br/?p=142372

Os recursos foram autorizados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e publicados no Diário Oficial da União (DOU). Segundo o governo federal, a liberação aconteceu após a apresentação de um plano de trabalho do município e o reconhecimento da situação de emergência em Rio Branco.
Na quarta-feira (26), duas das quatro carretas carregadas com tubos de polietileno de alta densidade (PEAD) chegaram à capital. As demais são esperadas até o fim de semana.
O presidente do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), Enoque Pereira, afirmou que, com as novas bombas e os dutos de alta densidade, será possível reduzir as constantes manutenções no sistema e garantir que as ETAs I e II operem em sua capacidade total.
“Até concluir a obra, estamos garantindo o abastecimento quase na capacidade máxima. Isso aqui é a garantia de que não haverá novo colapso. Em cerca de 20 dias, a nova rede estará funcionando”, afirmou.
Incompetência da prefeitura exige socorro do governo federal
A falta de investimentos em infraestrutura hídrica é uma realidade em Rio Branco. O próprio prefeito, Tião Bocalom, reconheceu o abandono do sistema:
“Há 23 anos não se comprava uma bomba. Os tubos estouravam, como aconteceu em 2023. Agora aconteceu de virar as duas balsas e cair as duas estações de captação. A coisa estava crítica. Mas Deus é bom, temos uma equipe competente e fomos para cima, garantindo recursos para reformular tudo”, afirmou.
A declaração do prefeito evidencia a negligência e o descaso com a população na sua gestão. Se há anos não se investia no sistema, por que medidas emergenciais não foram tomadas antes da crise atingir um nível insustentável, será que era pra o povo esperar ele vir dizer que seria o salvador da população que deixou no total abandono? A demora na resposta e a dependência de recursos federais demonstram a falta de planejamento e imcapacidade do compromisso da prefeitura com um serviço essencial.
O problema só não foi ainda maior porque o governo federal interveio e liberou os recursos necessários para evitar um colapso total no abastecimento da cidade. Ainda assim, a pergunta que fica é: mesmo com esse investimento externo, a gestão municipal conseguirá resolver a crise de forma definitiva? Sera que
População refém da má gestão
Apesar das promessas, a população segue apreensiva diante das falhas recorrentes no sistema, que já resultaram em múltiplas interrupções no abastecimento. Em março deste ano, a forte correnteza do Rio Acre arrastou a bomba flutuante da ETA I e ETA II, agravando ainda mais a crise e deixando mais de 300 mil pessoas sem água. O episódio expôs a fragilidade da gestão municipal, que prioriza obras de autopromoção em vez de garantir o bem-estar da população de Rio Branco.
Mesmo após a retomada do funcionamento das ETAs, a distribuição de água seguiu irregular, afetando diversos bairros.
Impacto das novas instalações e previsão de interrupção
Com a chegada dos novos equipamentos não são garantia de sucesso tendo em vista a situação precária que se encontra as ETAs correndo sério Risco inclusive de desmoronar, as equipes iniciarão os reparos. Durante o processo, a população pode ficar até 24 horas sem abastecimento.
Enquanto a gestão Bocalom discursa sobre medidas emergenciais, na prática, o que se vê são obras eleitoreiras voltadas para autopromoção. Neste momento de crise, é o governo federal que realmente socorre a cidade, enquanto a população de Rio Branco continua arcando com o preço da incompetência política.















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