Incerteza sobre julgamento de Gladson Cameli define cenário eleitoral de 2026 no Acre
Processo no STJ pode alterar composições para Senado e Governo e influenciar sucessão estadual

A indefinição sobre o julgamento do governador Gladson Cameli (PP) no Superior Tribunal de Justiça (STJ) é apontada como fator central para o cenário eleitoral do Acre em 2026. O processo, já pronto para entrar em pauta, determinará se o chefe do Executivo estadual permanecerá elegível ou não, impactando diretamente nas articulações para as eleições de senador e governador.
Segundo analistas políticos, caso Cameli dispute o Senado, uma das duas vagas em aberto estaria praticamente assegurada a ele, devido ao seu capital político e popularidade. Se for declarado inelegível, o governador poderá optar por indicar um nome de confiança para concorrer ao cargo.
A dúvida, entretanto, é se uma eventual decisão também resultaria em afastamento imediato do governo ou se ele poderia recorrer no cargo.
Neste cenário, a vice-governadora Mailza Assis (PP) aparece como figura estratégica. Caso assuma o comando do Executivo, sua candidatura ao governo ganharia força pela influência da máquina administrativa.
Até a decisão do STJ, as composições para 2026 seguem no campo da especulação, com lideranças partidárias aguardando o desfecho jurídico para definir alianças e candidaturas.
Além da situação de Cameli, o quadro eleitoral conta com movimentações de lideranças como os senadores Sérgio Petecão (PSD), Márcio Bittar (PL) e Alan Rick (UB), além do ex-governador Jorge Viana (PT), que deve disputar uma das vagas ao Senado.
O julgamento no STJ, portanto, é considerado peça-chave para definir os rumos da sucessão estadual e as estratégias dos principais grupos políticos do Acre.














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