Hugo Motta diz que não mudará atuação diante de ameaça de sanções dos EUA
Presidente da Câmara afirma que seguirá cumprindo regimento e Constituição, apesar da possibilidade de ser alvo da Lei Magnitsky
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou em entrevista concedida na quinta-feira (7) que não alterará sua postura política e sua atuação na Casa em função das ameaças de sanções dos Estados Unidos contra ele, semelhantes às que afetaram o ministro Alexandre de Moraes.

Questionado sobre o temor de ser incluído na Lei Magnitsky, Motta declarou que não vinculará suas decisões a “este ou aquele risco” e ressaltou o compromisso em agir conforme o que considera correto e necessário para o Legislativo. “Tenho muita tranquilidade quanto à minha atuação”, afirmou.
Nas últimas semanas, Motta, assim como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recebeu alertas do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre a possibilidade de sanções caso não pautem temas como a anistia e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Sobre essas pautas, Motta declarou que não possui preconceito e que as propostas serão votadas conforme o “ambiente político” da Câmara, ressaltando que as decisões ocorrerão “sem imposição” e “sem chantagem”, por entender que “esse não é um instrumento que a democracia nos permite conviver”.
O presidente da Câmara afirmou que seguirá cumprindo o regimento interno e a Constituição, buscando fortalecer a institucionalidade do Parlamento para decidir sobre os diversos temas em pauta.














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