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Hospitais do Acre enfrentam alta histórica de internações por síndrome respiratória

Boletim da Sesacre aponta maior número de casos graves dos últimos três anos, com crianças e idosos entre os mais afetados

foto reprodução
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O Acre registrou, em 2026, o maior número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) dos últimos três anos. Dados do Boletim Epidemiológico nº 21, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), mostram que o estado contabilizou 1.625 notificações entre as semanas epidemiológicas 1 e 23, elevando a pressão sobre a rede hospitalar.

O total representa um crescimento expressivo em relação aos anos anteriores. No mesmo período, foram registrados 1.321 casos em 2024 e 1.196 em 2025. Segundo a Sesacre, o aumento está relacionado à circulação simultânea de vírus respiratórios, principalmente o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o Rinovírus e a Influenza A.


Rio Branco concentra o maior número de notificações, com 669 casos, o equivalente a mais de 41% do total registrado no estado. Cruzeiro do Sul aparece em seguida, com 243 ocorrências. Também apresentam números elevados os municípios de Marechal Thaumaturgo, Feijó e Mâncio Lima.


Entre as unidades de saúde, o Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, em Rio Branco, lidera o número de internações, com 430 notificações. Na sequência estão o Hospital Regional do Juruá, com 358 casos, o Hospital Geral de Clínicas de Rio Branco, com 169, a Unidade Mista de Marechal Thaumaturgo, com 104, a Fundhacre, com 100, e a Pronto Clínica, com 89 registros.


As crianças concentram a maior parte das internações. A faixa etária de 2 a 4 anos registra 343 casos, seguida por crianças de 5 a 9 anos, com 304. Entre os idosos com 60 anos ou mais foram contabilizadas 305 internações, enquanto crianças menores de dois anos somaram 248 casos. De acordo com a Sesacre, esses grupos apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença.


O boletim também destaca que o Vírus Sincicial Respiratório é atualmente o principal agente identificado entre os pacientes internados. O aumento da circulação do vírus elevou a procura por atendimento pediátrico, principalmente em casos de bronquiolite, bronquite e pneumonia.


Diante do cenário, a Secretaria de Saúde recomenda ampliar o monitoramento dos leitos clínicos e de UTI pediátrica, reforçar a vigilância epidemiológica, intensificar a vacinação dos grupos prioritários e fortalecer o atendimento nas unidades do interior.


O objetivo é reduzir a necessidade de transferências e aliviar a pressão sobre o Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva e o Hospital Regional do Juruá, referências no tratamento de casos graves de síndrome respiratória no Acre.

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