Hamas volta atrás e libera 17 reféns no 2º dia de trégua
Grupo de 17 reféns cruza a fronteira entre a Faixa de Gaza e Rafah, no território egípcio, em veículos da Cruz Vermelha: são 13 israelenses e 4 estrangeiros. Hamas justificou que não cumpriu com o acordo porque Israel não seguiu com os termos da trégua determinada na sexta-feira (24).

De acordo com as Forças de Defesa do país, a expectativa era de que 200 caminhões entrassem na Faixa de Gaza no sábado. No entanto, Israel afirmou que apenas 50 caminhões conseguiram acessar o local até a última atualização.
Inicialmente, Israel procurou obter a libertação de pelo menos 13 reféns em troca de pelo menos 39 prisioneiros palestinos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o grupo terrorista Hamas ainda mantém cerca de 213 pessoas como reféns em Gaza.
No primeiro dia de trégua, na sexta-feira passada (24), o Hamas libertou os primeiros 24 reféns, incluindo mulheres, crianças israelenses, cidadãos tailandeses e um filipino. Esses reféns foram sequestrados durante os ataques do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro.
Nos próximos dias, mais reféns serão libertados de acordo com o acordo estabelecido. O Hamas concordou em soltar mais de 50 reféns em troca da trégua temporária nos ataques, que começou na madrugada da sexta-feira, e da libertação de prisioneiros palestinos que já estavam detidos antes do início da guerra.
O primeiro grupo de reféns foi transferido de diferentes prisões na Cisjordânia para um centro penitenciário em Ramala, onde serão libertados.
O cessar-fogo entrou em vigor às 7h no horário local, abrangendo o norte e o sul de Gaza, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Catar, que mediou o acordo. O Hamas confirmou que todas as hostilidades de suas forças serão interrompidas.
O Catar estabeleceu uma sala de operações em Doha para monitorar a trégua e a libertação dos reféns, mantendo linhas diretas de comunicação com Israel, o escritório político do Hamas em Doha e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
O Egito, também envolvido na mediação, recebeu listas de reféns e prisioneiros que devem ser libertados e pediu a ambos os lados que respeitem o acordo, conforme comunicado pelo chefe do serviço de informações do Estado egípcio, Diaa Rashwan.















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