Grupo Fictor entra em recuperação judicial após crise de liquidez e dívidas de R$ 4 bilhões
Empresa afirma que impacto de notícias envolvendo o banco Master comprometeu operações financeiras e levou ao pedido no TJ-SP.

O Grupo Fictor protocolou, neste domingo, um pedido de recuperação judicial para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Segundo comunicado divulgado ao mercado, a decisão foi motivada por uma grave perda de liquidez, atribuída à repercussão negativa de notícias relacionadas ao Banco Master.
De acordo com a empresa, o valor total dos compromissos financeiros chega a aproximadamente R$ 4 bilhões. Mesmo diante do volume expressivo da dívida, o grupo afirma que pretende honrar integralmente os pagamentos, sem aplicação de deságio aos credores.
Impacto das notícias e crise de liquidez
No pedido apresentado à Justiça, o Grupo Fictor sustenta que a divulgação de informações envolvendo o Master afetou diretamente sua capacidade de captação e movimentação de recursos, gerando um efeito em cadeia sobre suas operações financeiras.
A empresa havia participado, no fim do ano passado, de uma proposta para aquisição e transferência de controle do banco, por meio de um consórcio liderado por um de seus sócios.
No entanto, a situação se agravou após o Banco Central decretar a liquidação do Master, frustrando a operação e ampliando as incertezas no mercado em relação ao grupo.
Objetivo da recuperação judicial
Segundo o comunicado oficial, a recuperação judicial tem como objetivo reorganizar a estrutura financeira, preservar as atividades do grupo e assegurar o pagamento dos compromissos assumidos, com foco nos sócios e investidores participantes.
No processo, a Fictor também solicitou tutela de urgência, medida que visa garantir proteção imediata contra execuções e cobranças enquanto o plano de recuperação é analisado pela Justiça.
Próximos passos
Com o pedido protocolado, caberá agora ao Judiciário avaliar a concessão da recuperação judicial e definir os próximos trâmites do processo. Caso seja aceita, a empresa terá prazo legal para apresentar um plano detalhado de reestruturação, indicando como pretende equalizar dívidas, manter operações e cumprir obrigações financeiras.
O caso amplia a atenção do mercado para os efeitos colaterais de crises no sistema financeiro e reforça o impacto que decisões regulatórias e repercussões públicas podem ter sobre grandes grupos empresariais.














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