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Governador gladson camelí tem julgamento remarcado para 15 de abril no stj

27 de mar.
2 min de leitura

Decisão que pode mudar o futuro político do acre volta à pauta após meses de espera

O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), terá seu julgamento retomado no próximo dia 15 de abril no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A análise havia sido suspensa em dezembro do ano passado após pedido de vista do ministro João Otávio Noronha.

Camelí é réu em uma ação penal que apura crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação. O caso é resultado de investigações que apontam supostos desvios de recursos públicos e irregularidades em contratos do governo estadual.


O processo começou a ser julgado em 17 de dezembro de 2025, quando a relatora, ministra Nancy Andrighi, votou pela condenação do governador. Com o pedido de vista do revisor, o julgamento foi interrompido e agora será retomado com a apresentação do voto de Noronha.


A expectativa é que a Corte Especial do STJ avance na análise do caso, que pode ter impacto direto no cenário político do Acre.


renúncia ao cargo para disputar o senado

Em meio ao andamento do processo, Gladson Camelí formalizou sua renúncia ao governo do estado para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e passa a valer a partir do dia 2 de abril.O governador optou por não comentar o julgamento.


stf analisa validade de provas

Paralelamente ao processo no STJ, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para anular parte das provas utilizadas na investigação.


O relator, ministro Edson Fachin, votou contra o pedido da defesa, entendendo que não houve irregularidade. No entanto, o ministro André Mendonça abriu divergência ao apontar possível violação do foro privilegiado, sendo acompanhado por Nunes Marques e Dias Toffoli.Ainda falta o voto do ministro Gilmar Mendes para a conclusão do julgamento.


medidas cautelares seguem em vigor

O governador segue submetido a medidas cautelares, prorrogadas por mais 180 dias. Entre elas estão a proibição de manter contato com outros investigados e testemunhas, entrega do passaporte, impedimento de deixar o país e bloqueio de bens e valores.


entenda a investigação

O caso teve início em 2019, no âmbito da Operação Ptolomeu, conduzida pela Polícia Federal. As investigações apontam supostas irregularidades na contratação de empresas para prestação de serviços ao governo do Acre.


De acordo com o Ministério Público Federal, uma empresa contratada teria subcontratado outra ligada a um familiar do governador, o que teria gerado favorecimento financeiro e prejuízo aos cofres públicos.


Mesmo após se tornar réu, Camelí permaneceu no cargo até anunciar sua saída para disputar as eleições.


A retomada do julgamento no STJ deve marcar um novo capítulo no caso, com possibilidade de definição sobre o futuro jurídico e político do ex-governador.


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