Governador afastado do Tocantins recorre ao STF para tentar retomar mandato
Pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Wanderlei Barbosa foi distribuído ao ministro Edson Fachin

A defesa do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de habeas corpus para reverter seu afastamento do cargo por 180 dias.
O caso foi distribuído ao ministro Edson Fachin nesta segunda-feira (8), mas ainda não há prazo definido para análise.
Wanderlei e a primeira-dama, Karynne Sotero, foram afastados por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) durante a segunda fase da Operação Fames-19, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de desvio de verbas públicas, uso irregular de emendas parlamentares e recebimento de vantagens indevidas durante a pandemia de Covid-19.
Em nota, o governador classificou a decisão como “precipitada” e afirmou que os fatos investigados ocorreram na gestão anterior, quando ocupava o cargo de vice e não tinha responsabilidade sobre as despesas. A primeira-dama também negou envolvimento e disse que apresentará provas de sua inocência.
A defesa sustenta que não houve esquema de corrupção sistêmica, que os fatos investigados se referem ao governo de Mauro Carlesse (Agir) e que não existem elementos suficientes para justificar o afastamento. Os advogados também destacaram indicadores econômicos positivos da atual gestão como argumento em favor do retorno de Barbosa ao cargo.














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