Golpe em aposentados: Associação é acusada de comprar dados do INSS para fraudes
Atualizado: 14 de ago. de 2024
Um conflito interno na Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec) trouxe à tona um suposto esquema de compra de dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para filiar aposentados à revelia e reter parte de seus benefícios diretamente na folha de pagamento.

Uma empresa ligada à Ambec, que atualmente fatura R$ 30 milhões por mês com contribuições, alega que a entidade é utilizada por um grupo de seguradoras para cometer fraudes contra aposentados.
A Ambec foi habilitada em 2021 pelo INSS para praticar desconto de mensalidade associativa no valor de R$ 45 em aposentadorias, por meio de um acordo de cooperação técnica. No entanto, surgiram denúncias de que a associação estaria realizando filiações sem autorização dos segurados.
Em janeiro de 2023, a Ambec tinha 38 mil filiados e faturava R$ 1,8 milhão por mês. Um ano depois, registra 650 mil aposentados e uma arrecadação de R$ 30 milhões, um salto de 1.500%. A associação já enfrenta mais de 4,7 mil processos judiciais em todo o país e acumula condenações por danos morais.
A empresa, responsável pela gestão financeira da Ambec, tem acusado a cúpula da Total Health, grupo ao qual a Ambec está ligada, de envolvimento em fraudes contra aposentados. Documentos obtidos internamente apontam que dados pessoais e confidenciais dos pensionistas estariam sendo obtidos de forma irregular junto ao INSS para promover filiações fraudulentas.
Os e-mails e mensagens de WhatsApp revelam discussões sobre a gestão da Ambec, incluindo o debate sobre os nomes de aposentados que deveriam integrar os quadros da entidade.
O Ministério da Previdência, representado pelo ministro Carlos Lupi, afirmou que está agindo para coibir abusos e fraudes nos descontos feitos diretamente na folha de pagamento dos aposentados por entidades parceiras do INSS.















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