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Gilmar Mendes determina investigação sobre suposta espionagem em Pernambuco

1 de fev.
2 min de leitura

Caso ocorre em contexto de pré-campanha e envolve aliados de João Campos e a governadora Raquel Lyra

Breno Esaki/Metrópoles Divulgação/PSB
Breno Esaki/Metrópoles Divulgação/PSB
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal investigue a suposta espionagem envolvendo a Polícia Civil de Pernambuco contra o secretário municipal de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro.

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Revelado pela TV Record, o caso passou a ser tratado nos bastidores políticos e na imprensa como episódio de “arapongagem”, termo usado no Recife para se referir a práticas de espionagem.


No despacho, o ministro destacou “a gravidade das informações veiculadas, a aparente sistematicidade das condutas noticiadas, a vinculação dos alvos com o núcleo político do principal adversário da atual governadora do Estado de Pernambuco e a natureza profundamente invasiva dos métodos aplicados”.


Segundo Mendes, “banalizou-se o uso do aparato investigativo e se confundiu investigação com intimidação”, com a existência de “cerco político e atuação clandestina com fins eleitorais”. Para o ministro, esses elementos “conferem densidade à alegada violação ao dever de neutralidade estatal”, razão pela qual o Supremo oficiou a Polícia Federal para apurar possíveis crimes federais e eleitorais.


De acordo com a Polícia Civil, a apuração teve início após uma denúncia anônima sobre um suposto pagamento de propina e se restringiu a uma investigação preliminar, com o objetivo de verificar a procedência das informações antes da eventual abertura de um inquérito. Ainda assim, Monteiro teria sido monitorado entre agosto e outubro de 2025.


O caso ganhou contornos políticos por envolver o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), a quem a Polícia Civil é subordinada. Os dois são adversários políticos e devem se enfrentar diretamente nas eleições estaduais de 2026, quando Campos é apontado como pré-candidato ao governo e Lyra tenta a reeleição.

por: SBT News

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