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FRAUDES BILIONÁRIAS, ESCÂNDALOS E SUPOSTA LIGAÇÃO COM A ALTA CÚPULA DO STF e GOVERNO: Quem é "Vorcaro" Banqueiro acusado de realizar fraudes de R$ 12,2 bilhões, que deixou a cadeia com tornozeleira

29 de nov. de 2025
2 min de leitura

Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso ao tentar deixar o país em jatinho particular e agora está proibido de atuar no sistema financeiro


O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, deixou a prisão na manhã deste sábado (29), após 11 dias detido pela Operação Compliance Zero da Polícia Federal. O banqueiro e outros quatro executivos conseguiram habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).


Vorcaro estava preso no Centro de Detenção Provisória 2, em Guarulhos (SP), desde o dia 24, após ser detido tentando embarcar em um jatinho rumo ao exterior. A desembargadora Solange Salgado substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, destacando que os crimes atribuídos ao banqueiro não envolvem violência ou grave ameaça.


PF investiga emissão de títulos de crédito falsos por parte do Banco Master, de Daniel Vorcaro
PF investiga emissão de títulos de crédito falsos por parte do Banco Master, de Daniel Vorcaro

🔒 Medidas impostas pela Justiça:

  • Uso de tornozeleira eletrônica

  • Comparecimento periódico em juízo

  • Proibição de contato com outros investigados

  • Proibição de sair da comarca

  • Recolhimento domiciliar noturno

  • Proibição de exercer atividades financeiras

  • Entrega do passaporte e proibição de sair do país

A Polícia Federal já havia apreendido o passaporte do executivo.


📉 Banco Master em liquidação e rombo bilionário

Vorcaro é investigado por fraudes financeiras de R$ 12,2 bilhões. Segundo a PF, o Banco Master vendeu carteiras falsas de crédito ao Banco de Brasília (BRB) para encobrir um rombo bilionário nas contas da instituição privada.


O Master alega que agiu de boa fé e que permitiu a substituição das carteiras por outros ativos para evitar prejuízo ao BRB, banco público do Distrito Federal.


Em março, o BRB chegou a ofertar a compra do Master, mas após meses de análises e fortes pressões nos bastidores, o Banco Central vetou o negócio.


Em 18 de novembro, um dia após a prisão de Vorcaro, o BC decretou a liquidação extrajudicial da instituição. Na véspera, o Grupo Fictor — com investidores dos Emirados Árabes — havia demonstrado interesse em adquirir o banco.


Com a liberdade condicionada, Vorcaro deverá responder às acusações sem poder movimentar o mercado, enquanto a PF aprofunda as investigações sobre o esquema que abalou o sistema financeiro e gerou impactos bilionários ao setor bancário brasileiro.

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