FRAUDES BILIONÁRIAS, ESCÂNDALOS E SUPOSTA LIGAÇÃO COM A ALTA CÚPULA DO STF e GOVERNO: Quem é "Vorcaro" Banqueiro acusado de realizar fraudes de R$ 12,2 bilhões, que deixou a cadeia com tornozeleira
Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso ao tentar deixar o país em jatinho particular e agora está proibido de atuar no sistema financeiro
O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, deixou a prisão na manhã deste sábado (29), após 11 dias detido pela Operação Compliance Zero da Polícia Federal. O banqueiro e outros quatro executivos conseguiram habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Vorcaro estava preso no Centro de Detenção Provisória 2, em Guarulhos (SP), desde o dia 24, após ser detido tentando embarcar em um jatinho rumo ao exterior. A desembargadora Solange Salgado substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, destacando que os crimes atribuídos ao banqueiro não envolvem violência ou grave ameaça.

🔒 Medidas impostas pela Justiça:
Uso de tornozeleira eletrônica
Comparecimento periódico em juízo
Proibição de contato com outros investigados
Proibição de sair da comarca
Recolhimento domiciliar noturno
Proibição de exercer atividades financeiras
Entrega do passaporte e proibição de sair do país
A Polícia Federal já havia apreendido o passaporte do executivo.
📉 Banco Master em liquidação e rombo bilionário
Vorcaro é investigado por fraudes financeiras de R$ 12,2 bilhões. Segundo a PF, o Banco Master vendeu carteiras falsas de crédito ao Banco de Brasília (BRB) para encobrir um rombo bilionário nas contas da instituição privada.
O Master alega que agiu de boa fé e que permitiu a substituição das carteiras por outros ativos para evitar prejuízo ao BRB, banco público do Distrito Federal.
Em março, o BRB chegou a ofertar a compra do Master, mas após meses de análises e fortes pressões nos bastidores, o Banco Central vetou o negócio.
Em 18 de novembro, um dia após a prisão de Vorcaro, o BC decretou a liquidação extrajudicial da instituição. Na véspera, o Grupo Fictor — com investidores dos Emirados Árabes — havia demonstrado interesse em adquirir o banco.
Com a liberdade condicionada, Vorcaro deverá responder às acusações sem poder movimentar o mercado, enquanto a PF aprofunda as investigações sobre o esquema que abalou o sistema financeiro e gerou impactos bilionários ao setor bancário brasileiro.















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