FORAGIDO: Homicídio brutal de Moisés Alencastro: Polícia Civil identifica suspeito, decreta prisão e revela detalhes chocantes da investigação
A Polícia Civil do Acre avançou de forma decisiva na apuração do homicídio brutal que vitimou o colunista social, jornalista e servidor do Ministério Público do Acre (MPAC), Moisés Alencastro. O principal suspeito do crime é Antônio de Souza Moraes, de 23 anos, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e agora é considerado foragido. O corpo da vítima foi encontrado na noite da última segunda-feira (22), dentro de seu apartamento, no bairro Morada do Sol, em Rio Branco.

Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira (24), o delegado Alcino Ferreira Júnior detalhou os passos da investigação, que começou ainda na noite do desaparecimento de Moisés. Na ocasião, a Polícia Civil foi oficialmente comunicada e, quase simultaneamente, recebeu informações de que o veículo da vítima havia sido abandonado nas proximidades do quilômetro 15 da estrada do Quixadá.
Equipes da Polícia Militar e da perícia criminal foram acionadas e, em seguida, os investigadores se dirigiram ao apartamento da vítima. No local, Moisés Alencastro foi encontrado morto, com claros sinais de violência. O imóvel foi imediatamente isolado para os trabalhos técnicos.

Durante a análise inicial, os policiais constataram a ausência de diversos pertences pessoais, entre eles o telefone celular, documentos, bolsa e o próprio veículo. A partir daí, a investigação ganhou força com exames periciais, levantamento papiloscópico, análise de imagens de câmeras de segurança e rastreamento do celular da vítima.
Na manhã seguinte ao crime, informações repassadas por pessoas ligadas ao suspeito levantaram fortes indícios de sua participação no homicídio. Durante buscas na residência de Antônio de Souza Moraes, os policiais localizaram vários objetos pertencentes a Moisés, como óculos, controles do carro e do apartamento, além de documentos pessoais da vítima.
Outro ponto que chamou atenção da polícia foi o relato de que o suspeito teria retornado ao local onde estava hospedado com roupas sujas de sangue.
As vestimentas foram apreendidas e encaminhadas para exames periciais, que devem confirmar a presença de material biológico da vítima.

A investigação também apurou que o suspeito tentou utilizar cartões bancários de Moisés em um estabelecimento comercial, mas a transação foi recusada pelo proprietário do local. As buscas para capturá-lo começaram imediatamente, mas ele conseguiu fugir antes da chegada da polícia.
As diligências se estenderam ao longo de todo o dia, com alertas emitidos para delegacias do interior do estado, especialmente nas regiões de Feijó e Tarauacá, onde há indícios de que o foragido possa ter buscado refúgio.
Diante do robusto conjunto de provas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi concedida pela Vara de Plantão do Tribunal de Justiça do Acre ainda durante a madrugada. Além do principal suspeito, a polícia trabalha com a possibilidade de envolvimento de uma segunda pessoa no crime, cuja identificação segue sob investigação.
Apesar da subtração de bens, a Polícia Civil descarta, neste primeiro momento, a hipótese de latrocínio. A ausência de sinais de arrombamento indica que a entrada no apartamento ocorreu de forma consensual, possivelmente envolvendo pessoas do convívio da vítima.
A principal linha de apuração aponta para um desentendimento que teria evoluído para o homicídio, seguido do furto dos pertences, caracterizando homicídio qualificado em concurso material com furto.
O suspeito não possui antecedentes criminais registrados. O laudo cadavérico ainda não foi concluído, mas informações preliminares indicam que Moisés Alencastro foi atingido por pelo menos cinco golpes de arma branca.
A Polícia Civil segue com as investigações e mantém as buscas ativas para capturar o foragido e esclarecer completamente a dinâmica do crime.















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