Flávio Bolsonaro e Sérgio Moro estarão lado a lado na CPI do Crime Organizado no Senado
Comissão que investigará milícias e facções criminosas será instalada na próxima terça (4); PT indica líderes Rogério Carvalho e Jaques Wagner como representantes do governo

A CPI do Crime Organizado, criada para investigar a atuação de milícias e facções criminosas no país, será instalada na próxima terça-feira (4) no Senado Federal. O colegiado contará com 11 titulares e sete suplentes, e terá prazo de funcionamento de 120 dias.
Entre os nomes confirmados estão os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), presidente da Comissão de Segurança Pública da Casa, e Sérgio Moro (União-PR), ex-ministro da Justiça. Ambos foram indicados pela oposição.
Do lado governista, o Partido dos Trabalhadores (PT) escolheu Rogério Carvalho (SE), líder da sigla no Senado, e Jaques Wagner (BA), líder do governo na Casa. O senador Fabiano Contarato (PT-ES), que tem carreira como delegado, integrará o grupo como suplente.
A composição da CPI ainda aguarda definição sobre quem presidirá os trabalhos e sobre a relatoria, temas que estão sendo discutidos entre os blocos partidários.
O requerimento que deu origem à comissão foi apresentado em fevereiro pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que também será um dos titulares.
Integrantes titulares
Alessandro Vieira (MDB-SE)
Sérgio Moro (União-PR)
Marcos do Val (Podemos-ES)
Otto Alencar (PSD-BA)
Nelsinho Trad (PSD-MS)
Jorge Kajuru (PSB-GO)
Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Magno Malta (PL-ES)
Rogério Carvalho (PT-SE)
Jaques Wagner (PT-BA)
Suplentes
Marcio Bittar (PL-AC)
Zenaide Maia (PSD-RN)
Eduardo Girão (Novo-CE)
Fabiano Contarato (PT-ES)
Com representantes tanto da base aliada quanto da oposição, a CPI deve concentrar suas apurações em estruturas financeiras e conexões políticas de grupos criminosos em diferentes estados. A expectativa é que os trabalhos comecem logo após a definição da presidência e da relatoria.














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