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Fim da escala 6×1 avança no Congresso e Lula articula apoio no Senado

PEC aprovada com ampla maioria na Câmara agora depende de acordo entre governo e Davi Alcolumbre para acelerar votação

foto reprodução
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A proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1 avançou no Congresso Nacional após ser aprovada pela Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (27). Agora, o texto segue para análise no Senado e depende da articulação política do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, para ganhar rapidez na tramitação.

A PEC recebeu ampla aprovação entre os deputados. No primeiro turno, foram 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, o placar foi de 461 votos a 19.


Após a votação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o resultado nas redes sociais e classificou a medida como uma conquista histórica. Lula agradeceu ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e afirmou que o governo atuará intensamente para garantir a aprovação também no Senado.


Apesar do apoio expressivo na Câmara, o avanço da proposta na Casa Alta depende de uma reaproximação entre o Palácio do Planalto e Davi Alcolumbre. Os dois vivem um momento de distanciamento político desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal em abril.


Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que Lula deverá atuar pessoalmente para retomar o diálogo com o senador. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o presidente buscará um entendimento com Alcolumbre nos próximos dias.


Segundo aliados do governo, um encontro entre Lula e o presidente do Senado deve ocorrer ainda nesta semana para discutir o ritmo de tramitação da proposta e manter o texto o mais próximo possível da versão aprovada pela Câmara.


A PEC prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial. O texto estabelece um período de transição de 14 meses. A primeira redução ocorrerá 60 dias após a promulgação da emenda. A segunda etapa será implementada um ano depois.


Durante as negociações na Câmara, a oposição chegou a defender um prazo de dez anos para a adaptação das empresas, mas a proposta acabou retirada.


Embora tenha sinalizado que não pretende dificultar a votação, Davi Alcolumbre sofre pressão de representantes do setor empresarial, que pedem mais tempo para discutir os impactos da medida. Empresários argumentam que a análise da proposta não deveria ocorrer em período eleitoral.


Mesmo assim, o governo aposta na forte aprovação popular do tema. Pesquisa Datafolha divulgada em março mostrou que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1. Outros 27% se disseram contrários à mudança, enquanto 3% não opinaram.


A expectativa do Palácio do Planalto é aprovar a proposta ainda no primeiro semestre, antes do início do recesso parlamentar previsto para 18 de julho. A medida deve se tornar uma das principais bandeiras políticas do governo nas eleições deste ano.

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