FIM DA ERA PACHECO E ALIANÇAS LULA: Rodrigo Pacheco encerra mandato no Senado após gestão Polemica envolvendo aproximação do Governo Lula
Por: Gabriel Oliveira (DA DIREITA)
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) encerrou, neste sábado (1º), sua gestão à frente do Senado Federal, onde ocupou a presidência por dois mandatos consecutivos. Sua saída marca o fim de um período em que Minas Gerais teve protagonismo no Congresso, mas também abre espaço para novos movimentos políticos do parlamentar, que não esconde sua intenção de disputar o governo do estado em 2026, em apoio ao Governo LULA.

Durante seu comando no Senado, Pacheco se alinhou diretamente aos interesses do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e foi um aliado estratégico do governo. Ele foi decisivo para a aprovação de projetos de interesse do Palácio do Planalto, ao mesmo tempo em que dificultou o avanço de pautas polêmicas defendidas pela oposição, incluindo propostas relacionadas à reforma tributária e ao Marco Temporal das Terras Indígenas.
A gestão de Pacheco também foi marcada por desafios como a pandemia de Covid-19, os ataques às urnas eletrônicas e a invasão ao Congresso em 8 de janeiro de 2023.
Sua postura nesses episódios o fez perder apoio da direita, que criticou sua condução e chegou a pedir sua saída do cargo em manifestações. Por outro lado, ele ganhou respaldo da esquerda e de LULA, que passou a vê-lo como um defensor das propostas.
Com sua saída do comando do Senado, crescem as especulações sobre seu futuro. Nos bastidores, Pacheco é cotado para assumir um ministério no governo Lula, possivelmente a pasta de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, atualmente ocupada por Geraldo Alckmin. Essa transição pode ser um passo estratégico para manter sua visibilidade até as eleições de 2026, onde deve disputar o governo de Minas Gerais.
Davi Alcolumbre (União-AP) assumiu a cadeira como novo presidente do Senado no sábado (1). O parlamentar foi eleito em primeiro turno, com 73 votos de 81 possíveis, para um mandato que vai até 1º de fevereiro de 2027.
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Os senadores Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Eduardo Girão (Novo-CE) conquistaram 4 votos cada. Esta é a segunda vez que Alcolumbre ocupa a presidência do Senado. Ele comandou a Casa pela primeira vez entre 2019 e 2021.
A direita mineira, por sua vez, se reorganiza. Enquanto Romeu Zema (Novo) se movimenta para uma possível candidatura à presidência, seu grupo político busca um nome competitivo para a sucessão estadual. O PSD de Pacheco tende a se alinhar ao PT, e já se cogita o nome da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), como possível vice em uma eventual chapa do senador.
Agora, sem o poder da caneta presidencial do Senado, Rodrigo Pacheco precisará demonstrar sua capacidade de articulação política sem o peso do cargo. Sua decisão sobre o próximo passo pode definir seu futuro e o tabuleiro político de Minas Gerais nos próximos anos.















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