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Falsificação de bebidas completa um mês e deixa 15 mortos pelo país

28 de out. de 2025
2 min de leitura

Autoridades intensificam ações de fiscalização e testagem após 58 casos e 15 mortes em diferentes estados

Foto: Ilustrativa/Reprodução Internet
Foto: Ilustrativa/Reprodução Internet
Um mês após os primeiros casos de suspeita de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, a crise no país ainda mobiliza órgãos públicos, universidades e forças de segurança. Desde 26 de setembro, quando nove casos iniciais foram divulgados, 58 contaminações e 15 mortes já foram confirmadas, principalmente no estado de São Paulo, com ocorrências também em Paraná e Pernambuco.

As investigações apontam que a falsificação de bebidas, utilizando álcool combustível adulterado com metanol, é a provável origem da contaminação. Para lidar com o problema, hospitais pólo foram estruturados, inclusive em regiões sem registros de contaminação, e os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) assumiram papel central na detecção rápida dos casos.


A atuação integrada envolveu vigilância sanitária, polícias e laboratórios estaduais, com protocolos acelerados de identificação de bebidas adulteradas. Em 8 de outubro, o Instituto de Criminalística de São Paulo confirmou a presença de metanol em concentrações anormais em garrafas analisadas, e dias depois a Polícia Técnico-Científica iniciou novo protocolo de fiscalização para agilizar as análises.


Inovações tecnológicas também foram incorporadas às investigações. Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveram o chamado “nariz eletrônico”, capaz de detectar metanol em bebidas a partir de uma única gota, transformando aromas em dados processados por inteligência artificial para identificar adulterações.


O impacto no consumo de bebidas foi relativamente contido, com redução de até 5% no setor de bares e restaurantes em setembro, segundo a Abrasel. Paralelamente, operações da Polícia Civil localizaram postos e distribuidoras responsáveis pelo álcool adulterado.


As ações legislativas também avançam: em São Paulo, uma CPI estadual vai ouvir autoridades sobre a fiscalização, e na Câmara dos Deputados, o PL 2307/07 deve ser votado, tornando crime hediondo a adulteração de alimentos e bebidas.


O último boletim divulgado em 24 de outubro indicou que 50 casos permanecem em investigação, enquanto 635 notificações foram descartadas. Além das 15 mortes confirmadas, mais nove óbitos seguem sob apuração em diferentes estados, evidenciando a necessidade de continuidade das ações de controle e prevenção.

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