Exportações do Acre crescem 12,8%, mas participação dos EUA cai mais de 60%
Tarifas e barreiras comerciais reduzem peso do mercado norte-americano; soja e carne bovina lideram pauta exportadora

As exportações do Acre somaram US$ 69,1 milhões FOB entre janeiro e agosto de 2025, crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o total foi de US$ 61,2 milhões. O desempenho foi puxado por produtos agropecuários e agroextrativistas, com destaque para a soja (US$ 20,3 milhões), carne bovina (US$ 20,1 milhões) e carne suína (US$ 11,4 milhões).
Apesar da alta geral, houve retração significativa nas vendas para os Estados Unidos. O mercado norte-americano, que representava 3,8% das exportações acreanas em 2024, caiu para 1,2% em 2025. De janeiro a agosto, o Acre embarcou apenas US$ 799,7 mil para os EUA, contra US$ 2,3 milhões no mesmo período do ano passado. Em alguns meses, não houve registros de exportações para o país.

Segundo os dados, a pauta destinada aos EUA já mostrava concentração em 2024: 60,8% em castanha, 32,9% em madeira e 6,3% em soja. Em 2025, esses produtos foram redirecionados a outros destinos, como Peru, Alemanha, Portugal, Espanha, França, Bélgica, República Dominicana e China.
No acumulado do ano, a soja (29,4%) e a carne bovina (29,1%) lideram as exportações acreanas, seguidas pela carne suína (16,5%), castanha (13,9%) e madeira (4,8%). Juntos, esses cinco produtos representam quase 90% da pauta estadual.

A análise dos números mostra que, embora o Acre tenha ampliado seu volume de exportações em 2025, o estado segue dependente de poucos produtos e enfrenta o desafio de diversificar mercados, especialmente após a queda da participação norte-americana.














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