Explosões de balsas no Rio Madeira afetam 5 mil famílias e levam Defensoria a pedir reunião com ministro
Defensoria Pública do Amazonas aponta impactos sociais e ambientais e cobra medidas emergenciais do governo federal

A Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) solicitou, nesta quinta-feira (11), uma reunião urgente com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para tratar do uso de explosivos em operações contra o garimpo ilegal no Rio Madeira, em Humaitá (AM). O pedido ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar a suspensão da prática.
Segundo a DPE-AM, as explosões têm provocado a destruição de casas-balsas, mortandade de peixes e outros animais, além de traumas nas comunidades ribeirinhas. O defensor público Théo Costa alertou para os efeitos sociais, ambientais e humanitários da medida.
Impactos
Um relatório do Grupo de Trabalho Teko Porã – Vida Digna aponta que mais de 5 mil famílias dependem do extrativismo mineral na região. O documento relata ainda perda de documentos pessoais, queda nas vendas do pescado, contaminação da água e agravamento da crise socioeconômica.
Na comunidade Paraíso Grande, 47 famílias de pescadores e agricultores foram diretamente afetadas pelas ações.
Reivindicações
A Defensoria argumenta que a Constituição garante a legalidade da atividade garimpeira, desde que respeitadas as normas ambientais e sociais. O órgão recomenda que o governo federal adote medidas emergenciais, como programas habitacionais, assistência humanitária e políticas públicas que aliem preservação ambiental e justiça social.














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