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Ex-ministro de Lula é agredido em festa de Réveillon

2 de jan.
2 min de leitura

Político do MDB registrou ocorrência policial após ser vítima de um golpe de estrangulamento durante celebração familiar em Camaçari


O ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, formalizou uma queixa por agressão física ocorrida no primeiro dia de janeiro. O episódio se deu no condomínio Interlagos, em Camaçari, durante uma festividade de virada de ano.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Conforme o relato do emedebista, ele estava acomodado com parentes quando um indivíduo se aproximou e lhe aplicou um “mata-leão” (golpe de estrangulamento). Imagens de câmeras de monitoramento do local registraram a ação e foram difundidas na imprensa nesta semana.

As gravações obtidas pelo sistema de vídeo mostram a movimentação no pátio onde o grupo se reunia para a festa. O material serve como prova no inquérito instaurado para apurar as circunstâncias da violência sofrida pelo político.


“Fico preocupado com o Brasil nas próximas eleições”


Geddel afirma que a motivação do ataque teria origem em questões ideológicas: “A realidade é que eu estava sentado com minha mulher quando uma pessoa se aproximou por trás e me deu uma espécie de mata-leão, dizendo: ‘Você tem que morrer, política tem que morrer””, afirmou Geddel.

“Fico preocupado com o Brasil nas próximas eleições e a radicalização que vem crescendo”, disse o ex-ministro, que frequenta o local há três décadas e buscou a administração logo após o ocorrido. A identificação do suspeito foi realizada, e as autoridades policiais foram notificadas no mesmo dia do incidente.

Quem é Geddel Viera?


Geddel Vieira Lima participou de diferentes gestões federais ao longo dos anos. Ele chefiou o Ministério da Integração Nacional entre 2007 e 2010, no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.


O político baiano também exerceu cargos nas administrações de Dilma Rousseff e Michel Temer. Deixou o último posto no governo federal após a divulgação de denúncias relacionadas a irregularidades e suspeitas de corrupção.


Em setembro de 2017, Geddel foi preso após uma apreensão de R$ 51 milhões de reais encontrados pela Polícia Federal (PF) em seu apartamento. Ele vinha sendo investigado por um esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal.


Em 2019, ele e o irmão, Lúcio Vieira Lima, foram condenados por lavagem de dinheiro e associação criminosa pelo STF, decisão que os tornam inelegíveis.

Depois de cumprir parte da pena de 13 anos e quatro meses de prisão, foi solto no início de 2022, por decisão do ministro Edson Fachin.

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