Ex-marido que matou engenheira civil é condenado novamente após 11 anos do crime em Rio Branco
O mototaxista Giane Justo Freitas foi condenado novamente nesta quinta-feira (6) a mais de 22 anos de prisão pelo homicídio qualificado da engenheira civil Silvia Raquel Mota de Freitas, de 39 anos, ocorrido há 11 anos em Rio Branco.
O julgamento foi realizado na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, com um novo conselho de sentença reavaliando o caso após a anulação do primeiro júri.

O crime ocorreu na tarde de 19 de agosto de 2014, quando Silvia Raquel foi asfixiada e morta dentro da própria residência, no bairro Wanderley Dantas.

O corpo foi encontrado dias depois, dentro da caixa d’água da casa, após familiares perceberem sua ausência e acionarem a polícia. As investigações apontaram que o crime foi cometido pelo ex-marido, que não aceitava o fim do relacionamento.
Durante a sessão, o promotor de Justiça Teotônio Rodrigues pediu a condenação do réu, ressaltando a crueldade e a frieza com que o crime foi praticado, além do sofrimento causado à família da vítima. Já o advogado de defesa, Sanderson Moura, tentou sustentar a tese de falta de provas, argumento rejeitado pelo júri.
Silvia era servidora pública do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e professora na Faculdade da Amazônia Ocidental (FAAO). Sua morte provocou comoção em todo o estado, tanto pela violência do assassinato quanto pelo reconhecimento profissional e pessoal da vítima, amplamente respeitada na área da engenharia civil.
Em 2019, Giane Justo foi condenado a 19 anos de prisão, mas obteve o direito de recorrer em liberdade. Após recurso do Ministério Público do Acre, a pena foi aumentada para 24 anos. A defesa alegou cerceamento de defesa, e o julgamento foi anulado, resultando na nova sessão desta quinta-feira (6), que confirmou novamente a culpa do acusado.
Embora o crime tenha ocorrido antes da criação da Lei do Feminicídio (2015), o caso é lembrado como um dos assassinatos mais emblemáticos da violência doméstica contra a mulher no Acre. Após a sentença, Giane Justo Freitas foi conduzido à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), onde permaneceu sob custódia aguardando o recolhimento pela Polícia Penal para o Presídio Francisco de Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco, onde deverá iniciar o cumprimento da pena.















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