Ex-juiz é arrastado e expulso por funcionário durante visita à obra do mercado Elias mansour após privatização
Em um vídeo postado no Instagram na manhã deste sábado (13), gravado pelo próprio juiz aposentado Ednaldo Muniz, sendo supostamente agredido e expulso ao ser arrastado por um suposto funcionário do canteiro de obras do Mercado Elias Mansour, em Rio Branco, durante uma visita ao local que, segundo ele, tinha o objetivo de filmar o local e mostrar a obra um bem público após a aprovação da privatização do mercado.
O episódio ocorreu nas primeiras horas do dia, quando Ednaldo Muniz estava no espaço em construção e, conforme o relato feito posteriormente, foi atacado por um suposto funcionário não identificado que ficava ao celular e que atuava no local. Após a agressão, o ex-magistrado foi retirado da área.

A concessão do Mercado Elias Mansour à iniciativa privada foi aprovada pela Câmara Municipal na madrugada de sexta-feira (12). Gerou muita polêmica. A proposta do Executivo municipal autoriza a concessão dos mercados por um período inicial de cinco a 15 anos, com possibilidade de prorrogação por até 35 anos. A votação registrou quatro votos contrários.
Na manhã deste sábado (13), o ocorrido foi registrado e divulgado por meio de uma live transmitida no Instagram, na qual Ednaldo Muniz relatou o episódio e mostrou imagens do local. Até o momento, o funcionário envolvido não foi identificado, e não há informação oficial sobre registro de boletim de ocorrência ou manifestação formal da empresa responsável pela obra.
A agressão a um ex-juiz é tipicamente se enquadrada como crime de
lesão corporal, com a possibilidade de apenamento mais severo a depender das circunstâncias, como a motivação e a gravidade das lesões. Uma lei recente no Brasil sancionou o aumento da pena para crimes de lesão corporal ou homicídio cometidos contra juízes, assim como promotores, defensores públicos e oficiais de justiça, bem como seus familiares.
A prefeitura e os responsáveis pela concessão ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso até o fechamento desta matéria.
















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