EUA vão propor ao Conselho de Segurança da ONU cessar-fogo em Gaza e oposição à ofensiva de Israel em Rafah, diz agência
Estados Unidos são um aliado histórico de Israel. Conselho de Segurança se reúne nesta terça. Ainda não está claro se o rascunho vai ser votado. Até agora, os EUA vinham se opondo ao emprego da expressão cessar-fogo nas resoluções da ONU.

Nesta segunda-feira (19), os Estados Unidos surpreenderam ao apresentar pela primeira vez um projeto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU, solicitando um cessar-fogo no conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas. A proposta ocorre após Israel indicar a possibilidade de uma invasão em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, durante o Ramadã, caso o Hamas não liberte reféns israelenses mantidos desde o início da guerra em outubro de 2023.
O Conselho de Segurança se reunirá nesta terça-feira para debater o conflito, mas a aprovação do rascunho não é garantida. Com 15 membros, a resolução exigiria pelo menos 9 votos a favor, sem veto dos membros permanentes (EUA, França, Reino Unido, Rússia e China).
EUA e Israel, historicamente aliados, enfrentaram impasses em resoluções anteriores que pediam cessar-fogo. O rascunho atual, no entanto, destaca a possibilidade de danos civis e deslocamentos em Rafah, alertando para as consequências negativas para a paz e segurança regional.

Surpreendentemente, o texto inclui a expressão "cessar-fogo", que os EUA evitavam anteriormente nas resoluções sobre Israel. O presidente Joe Biden, em consonância com seu discurso, discutiu o tema com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
A Argélia também apresentou uma proposta de resolução para votação na terça-feira, pedindo um cessar-fogo imediato por razões humanitárias. A embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, sinalizou o possível veto, alegando riscos às negociações sobre a libertação de reféns mantidos pelo Hamas.
Além do pedido de cessar-fogo, o rascunho rejeita ações que reduziriam o território da Faixa de Gaza, incluindo a criação de "zonas de tampão" e a destruição sistemática de infraestrutura civil, propostas por Israel em dezembro de 2023 para evitar futuros ataques após o término da guerra.















Comentários