EUA defendem novo acordo nuclear após fim do tratado com a Rússia
Washington diz que Novo START ficou ultrapassado, cita ameaça de múltiplas potências e cobra inclusão da China.

Os Estados Unidos defenderam, nesta sexta-feira (6), a negociação de um novo acordo de controle de armas nucleares, um dia após a expiração do tratado que, por mais de duas décadas, impôs limites aos arsenais estratégicos de Washington e Moscou. O posicionamento foi apresentado durante a Conferência de Desarmamento, realizada em Genebra, na Suíça.
O subsecretário de Estado dos EUA para Controle de Armas e Segurança Internacional, Thomas DiNanno, afirmou que a simples prorrogação do Novo START não atenderia mais aos interesses norte-americanos nem à segurança global. Segundo ele, o acordo se tornou insuficiente diante do atual cenário geopolítico.
“Hoje, os Estados Unidos enfrentam ameaças de múltiplas potências nucleares. Em resumo, um tratado bilateral com apenas uma potência nuclear é simplesmente inadequado em 2026 e no futuro”, declarou DiNanno aos delegados.
O Novo START, firmado em 2010, estabelecia limites ao número de ogivas nucleares estratégicas e de sistemas de lançamento mantidos por Estados Unidos e Rússia, as duas maiores potências nucleares do planeta. Com o fim do acordo, deixa de existir um marco legal que restrinja diretamente esses arsenais.
Um dos principais pontos levantados por Washington é a ausência da China no tratado. Para o governo norte-americano, qualquer novo acordo precisa incluir Pequim, que vem ampliando sua capacidade nuclear nos últimos anos.
Em declarações anteriores à imprensa, DiNanno afirmou que o presidente Donald Trump deixou claro o interesse em um novo tratado de controle de armas nucleares, mais amplo e adaptado à realidade atual.
O fim do Novo START reacende preocupações internacionais sobre uma possível corrida armamentista nuclear, ao mesmo tempo em que pressiona as grandes potências a retomarem o diálogo em busca de um novo marco de segurança global.














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