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Estudantes e movimentos sociais protestam por melhorias no transporte coletivo em Rio Branco

20 de out. de 2025
2 min de leitura

Manifestação pacífica no Terminal Urbano cobra licitação, acessibilidade e regularização do sistema de ônibus

Foto: Ilustrativa/Reprodução Internet
Foto: Ilustrativa/Reprodução Internet
Estudantes universitários e representantes de movimentos sociais realizaram na manhã desta segunda-feira (20) uma manifestação no Terminal Urbano de Rio Branco, cobrando melhorias nas condições do transporte coletivo da capital.

O protesto ocorreu de forma pacífica após uma decisão judicial impedir o bloqueio completo do local.


A mobilização foi marcada por faixas e palavras de ordem. De acordo com a estudante de Nutrição da Universidade Federal do Acre (Ufac), Eduarda, o ato teve como objetivo chamar atenção para a falta de estrutura, atrasos e falhas no sistema.

Foto: Ilustrativa/Reprodução Internet
Foto: Ilustrativa/Reprodução Internet

“Os ônibus com frequência quebram, não têm acessibilidade para pessoas com deficiência, e muitos alunos esperam horas nas paradas. Quando conseguem embarcar, o transporte quebra logo em seguida”, relatou.


A estudante destacou ainda a ausência de licitação regular para o serviço e a falta de segurança para os usuários. “O processo de contratação está parado há anos. Era um edital emergencial que poderia ser prorrogado por seis meses, mas já se estendeu por muito mais tempo. Enquanto isso, os ônibus continuam quebrando, e as pessoas, principalmente as mulheres, ficam expostas à insegurança à noite”, completou.


Diversos grupos estudantis e movimentos sociais participaram do ato, como JS, JPT e JC, que se uniram em defesa da melhoria do transporte público e da regularização do contrato com uma nova empresa.

Foto: Ilustrativa/Reprodução Internet
Foto: Ilustrativa/Reprodução Internet

O vereador André Kamai (PT) também esteve presente e criticou a atual gestão da empresa Ricco Transporte, responsável pelo sistema na capital. Segundo ele, o contrato emergencial foi prorrogado várias vezes sem licitação.


“Essa empresa trabalha de forma irregular há anos. O contrato emergencial só pode durar seis meses, e já foi renovado mais de cinco vezes. A prefeitura precisa publicar o edital e regularizar o serviço”, afirmou o parlamentar.


Kamai destacou ainda que o custo atual do transporte não corresponde à qualidade oferecida. “Somando o que o usuário paga e o subsídio da prefeitura, a tarifa chega a R$ 7,20 — uma das mais caras do país. Não condiz com o serviço prestado”, disse.

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