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Esquema explosivo: PF aponta foragido como chefe de vazamento de dados ligados a Moraes

2 de abr.
2 min de leitura

Empresário é considerado foragido e teria liderado rede com acesso ilegal a sistemas sigilosos

foto reprodução
foto reprodução
A Polícia Federal apontou o empresário Marcelo Conde, filho de um ex-prefeito do Rio de Janeiro, como principal suspeito de liderar um esquema de obtenção e vazamento de dados fiscais sigilosos, incluindo informações da família do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo as investigações, Conde é considerado foragido e estaria fora do país. O mandado de prisão preventiva foi autorizado pelo próprio Moraes no âmbito da Operação Exfil, deflagrada na última quarta-feira (1º).


A apuração, que tramita sob sigilo, investiga acessos indevidos a sistemas da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). De acordo com a Polícia Federal, o grupo teria acessado dados de 1.819 contribuintes, incluindo autoridades públicas, familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal, integrantes do Tribunal de Contas da União e empresários.


Após a coleta, as informações teriam sido compartilhadas de forma irregular, levantando suspeitas sobre o uso dos dados para fins ilícitos.


Os investigadores identificaram uma estrutura organizada para viabilizar o acesso às informações sigilosas, com a participação de servidores públicos, terceirizados e despachantes. O grupo utilizaria credenciais de acesso para entrar em sistemas restritos de forma ilegal.


Depoimentos indicam que Marcelo Conde fornecia listas de CPFs e realizava pagamentos em dinheiro, em torno de R$ 4.500 por operação, para obter os dados. A Polícia Federal o aponta como o mandante do esquema.


Além da ordem de prisão, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, com o objetivo de reunir mais provas e identificar outros envolvidos.


A investigação está ligada ao chamado Inquérito das Fake News, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2019, inicialmente instaurado na gestão do ministro Dias Toffoli, que designou Moraes como relator do caso.


A primeira fase da Operação Exfil ocorreu em fevereiro deste ano. Desde então, as autoridades avançaram no rastreamento de acessos irregulares e no mapeamento da rede que atuava dentro de sistemas federais, ampliando o alcance da investigação.


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