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Escândalo na polícia: delegada é presa suspeita de receber R$ 50 mil para proteger líder do PCC

há 12 horas
2 min de leitura

Policial foi detida em Brasília, enquanto homem apontado como líder da facção foi preso em Pernambuco; investigação apura possível esquema de corrupção e movimentação de mais de R$ 14 milhões.

Foto: Reprodução/Metrópoles
Foto: Reprodução/Metrópoles
A delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto e Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão” e apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), foram presos nesta quinta-feira, 15 de outubro. Os dois são investigados por suspeitas de envolvimento em um esquema de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos.

Segundo as investigações, a delegada é suspeita de receber R$ 50 mil para fornecer informações sigilosas, oferecer proteção institucional e facilitar o acesso a sistemas restritos da segurança pública em benefício de integrantes da facção criminosa.


Maria Virgínia foi localizada em um hotel no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília, no Distrito Federal. Renato Henrique foi preso em um resort de luxo em Porto de Galinhas, em Pernambuco.


Operação investiga movimentação de mais de R$ 14 milhões

As prisões fazem parte da Operação Sinalagma, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco. A investigação busca esclarecer um possível esquema criminoso com atuação em diferentes estados, que teria movimentado mais de R$ 14 milhões.


As autoridades também apuram suspeitas de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, além da possível participação de servidores públicos nas atividades investigadas.


De acordo com os investigadores, a delegada manteria um relacionamento amoroso com Renato Henrique, apontado como liderança do PCC na região de Muro Alto, em Ipojuca, Pernambuco.


O homem já havia sido preso em janeiro de 2025, durante uma etapa anterior da Operação Sinalagma, mas foi colocado em liberdade posteriormente.


Celular apreendido ajudou a avançar a investigação

A investigação ganhou novos desdobramentos após a apreensão do celular de Renato Henrique e a autorização judicial para análise do conteúdo do aparelho.


Segundo as informações divulgadas, as conversas encontradas ajudaram os investigadores a identificar possíveis integrantes e colaboradores da organização criminosa. O material também levantou suspeitas sobre a relação entre o investigado e a delegada.


Agora, as autoridades buscam esclarecer se outros agentes públicos participaram do esquema e se informações privilegiadas foram utilizadas para beneficiar a facção.

As suspeitas seguem sob investigação e dependem da apuração dos fatos e de eventual comprovação judicial.

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