Escolas do Acre retomam aulas com detectores de metais após ataque que matou servidoras
- fuxico nobalde
- há 17 horas
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Alunos voltaram às salas sob forte esquema de segurança enquanto Instituto São José segue sem atividades

As escolas da rede pública estadual do Acre retomaram as aulas nesta quarta-feira com reforço na segurança após o ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, onde duas servidoras foram mortas por um estudante de 13 anos na última semana.
No Colégio Estadual Barão do Rio Branco, uma das escolas mais tradicionais da capital, estudantes passaram por detectores de metais logo na entrada da unidade. Em alguns casos, mochilas também foram revistadas antes da liberação do acesso.
A coordenação da escola informou que o retorno começou ainda na terça-feira, com reuniões entre direção e familiares dos alunos. Nesta quarta, os estudantes participaram de um momento de acolhimento com conversas voltadas ao combate ao bullying e à promoção da cultura de paz.
Apesar das novas medidas, não há confirmação de que todas as escolas da rede estadual tenham retomado as atividades utilizando detectores de metais. O Instituto São José, onde aconteceu a tragédia, segue sem aulas e cumpre um calendário específico definido pelo governo do Estado.
O caso reacendeu o debate sobre segurança nas escolas. Durante entrevista ao ContilNet, o secretário estadual de Educação, Reginaldo Prattes, afirmou ser contrário à instalação fixa de detectores de metais nas entradas das unidades de ensino.
Segundo ele, mais de 200 escolas já receberam investimentos em equipamentos de segurança desde 2023 por meio do programa PP10 Escola Civil. Entre os itens adquiridos estão raquetes detectoras de metais, câmeras de monitoramento e outros dispositivos de controle de acesso.
O secretário também informou que o Estado mantém despesas mensais de R$ 1,8 milhão com guarda armada e R$ 1,5 milhão com serviços de portaria e controle de entrada nas escolas.
Em abril de 2023, o então governador Gladson Cameli sancionou uma lei de autoria do deputado estadual Chico Viga que tornou obrigatória a instalação de detectores de metais em escolas públicas e privadas do Acre, além de prever inspeções visuais em bolsas e objetos pessoais em situações específicas.










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