Dólar dispara 9,15% em uma semana e registra maior alta desde a crise de 2008
O dólar comercial encerrou outubro em forte valorização e fechou esta sexta-feira (30) cotado a R$ 5,446, após subir 1,09% no dia. Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 9,15%, o maior avanço semanal desde outubro de 2008, período marcado pela crise financeira internacional. No mesmo intervalo, a Bolsa brasileira registrou perdas expressivas.

A turbulência também atingiu o Ibovespa, principal indicador da B3, que terminou o pregão aos 167.921,80 pontos, com recuo de 0,75%. Com isso, o índice acumulou queda de 18,12% na semana, o pior resultado desde março de 2020, quando os mercados foram fortemente afetados pelo início da pandemia de Covid-19.
No cenário nacional, a instabilidade foi influenciada pelas incertezas dos investidores após o resultado das eleições presidenciais, especialmente em relação à condução da política econômica e fiscal do próximo governo. A expectativa pela definição da equipe econômica e pela apresentação de medidas para as contas públicas também contribuiu para aumentar a cautela no mercado.
Outro fator que pressionou os negócios foi a retirada de recursos estrangeiros da Bolsa. Dados da B3 apontaram uma saída líquida de aproximadamente R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.
Bolsa acumula perdas em outubro
O desempenho negativo não ficou restrito à semana. Ao longo de outubro, o Ibovespa acumulou desvalorização de 9,88%, enquanto o dólar avançou 5,27%.
A queda da Bolsa ganhou força após o resultado eleitoral. Na segunda-feira (26), primeiro pregão após a votação, as perdas foram tão intensas que acionaram o mecanismo de circuit breaker, utilizado para interromper temporariamente as negociações em momentos de forte desvalorização.
Mercado internacional também influencia
A instabilidade brasileira ocorreu em meio a um cenário externo de cautela, principalmente diante das preocupações com o desempenho de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos e os elevados investimentos em inteligência artificial.
Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou a sessão com queda de 1,82%, refletindo a preocupação dos investidores com os resultados das empresas do setor tecnológico e as perspectivas para a economia mundial.
A combinação de fatores internos e externos aumentou a procura por proteção cambial e pressionou o real diante do dólar, encerrando outubro com forte volatilidade nos mercados financeiros.













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