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Demissão de diretor da Penitenciária Federal de Mossoró é oficializada

6 de abr. de 2024
2 min de leitura

A demissão do diretor da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Humberto Gleydson Fontinele Alencar, foi formalizada nesta sexta-feira (5) através de publicação no Diário Oficial da União. A medida surge um dia após a captura dos fugitivos Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento em Marabá, no estado do Pará, embora o documento seja datado do dia 25 de março.



Os fugitivos foram detidos juntamente com outras quatro pessoas, além da apreensão de um fuzil e aparelhos celulares. Em uma coletiva de imprensa, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, ressaltou que criminosos pertencentes às mesmas facções de Mendonça e Nascimento colaboraram durante os 50 dias em que os detentos estiveram foragidos.


A operação de recaptura foi marcada pelo monitoramento intensivo por meio da inteligência, o que resultou na prisão de 14 indivíduos relacionados ao caso, além da localização e captura dos fugitivos a 1,6 mil km de distância do local da fuga.

Afastamento


Lewandowski havia suspendido o diretor da unidade prisional de segurança máxima desde o dia em que a fuga dos dois detentos veio à tona, em 14 de fevereiro. Na ocasião, Carlos Luis Vieira Pires, ex-diretor da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, foi designado como interventor.


O caso chamou atenção por ser a primeira fuga registrada no país dentro do sistema penitenciário federal desde sua criação em 2006. Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a rede, composta por cinco presídios de segurança máxima, dispõe de protocolos e sistemas de vigilância avançados.


As investigações indicaram que Mendonça e Nascimento escaparam da Penitenciária de Mossoró utilizando ferramentas fornecidas para uma obra de reforma na unidade.


A corregedoria-geral da Senappen esclareceu que a apuração não detectou indícios de corrupção na fuga. Três Processos Administrativos Disciplinares (PADs) foram abertos para identificar e corrigir eventuais irregularidades entre os servidores da unidade.

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