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Defesa pede prisão domiciliar para Roger Abdelmassih por risco de morte súbita

26 de dez. de 2025
2 min de leitura

Ex-médico, condenado a mais de 173 anos por estupro de pacientes, está preso em Tremembé e tem 82 anos


A defesa de Roger Abdelmassih voltou a pedir à Justiça a conversão da pena do ex-médico em prisão domiciliar, alegando agravamento do estado de saúde e risco iminente de morte. A informação foi confirmada pelo G1.

Ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão, durante tratamento no hospital Albert Einstein, em São Paulo
Ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão, durante tratamento no hospital Albert Einstein, em São Paulo

Condenado a mais de 173 anos de prisão por estupro de pacientes, Abdelmassih está preso na Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo, e atualmente tem 82 anos.

O novo pedido, apresentado em dezembro, reforça uma solicitação feita inicialmente em novembro e se apoia em laudos médicos recentes que indicam quadro clínico considerado grave.


Segundo a defesa, exames apontam cardiopatia isquêmica avançada, histórico de infarto, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, AVC recente, broncopatia, infecção por HIV, depressão e câncer de próstata. O ex-médico também estaria incluído em cuidados paliativos.

Segundo os documentos anexados ao processo, avaliações mais recentes identificaram novas obstruções coronarianas relevantes e risco elevado de arritmias, com possibilidade de morte súbita. Há ainda indicação de que Abdelmassih pode vir a necessitar de implante de marcapasso.

A defesa sustenta que o ambiente prisional não oferece estrutura adequada para lidar com emergências médicas complexas, especialmente de natureza cardiovascular, e cita relatórios oficiais que apontam limitações no atendimento hospitalar dentro do sistema penitenciário.


O pedido ainda será analisado pela magistrada responsável pelo caso. Até o momento, não há decisão judicial sobre a solicitação de prisão domiciliar.

Abdelmassih foi condenado em novembro de 2010, mas permaneceu em liberdade inicialmente por força de um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça.

A decisão foi revertida em janeiro de 2011, quando surgiram indícios de que o ex-médico poderia deixar o país, após tentativa de renovar o passaporte. Com a decretação da prisão e o não comparecimento às autoridades, ele passou a ser considerado foragido.


A captura ocorreu apenas em 2014, no Paraguai, após um período fora do país. Antes disso, em maio de 2011, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo havia cassado definitivamente o registro profissional de Abdelmassih, encerrando sua atuação médica.

por: Infomoney

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