Defesa de vorcaro tenta acelerar delação para buscar liberdade no caso banco master
Advogados articulam acordo com autoridades enquanto investigações apontam esquema bilionário e possível envolvimento de agentes públicos

A defesa do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, tenta acelerar a negociação de um acordo de delação premiada com o objetivo de obter liberdade para o investigado.
Segundo apuração, os advogados buscam viabilizar um pedido de habeas corpus o quanto antes, mas já alertaram o cliente de que a possibilidade de perdão total na Justiça é considerada remota, mesmo em caso de colaboração.
Pressão e negociação
A negociação ocorre em meio a um cenário de forte pressão, tanto pela quantidade de provas reunidas quanto pela dimensão do caso. Para avançar no acordo, a defesa informou que será necessário apresentar uma colaboração ampla, incluindo a identificação de todos os envolvidos.
O processo também enfrenta resistência no Supremo Tribunal Federal, onde ministros tendem a manter a prisão preventiva até o julgamento final.
Investigação e esquema
As investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam indícios de um esquema que envolve emissão de títulos sem lastro, operações simuladas e ocultação de recursos por meio de empresas intermediárias.
O caso ganhou maior proporção após o Banco Central do Brasil decretar, em novembro de 2025, a liquidação do Banco Master, encerrando as atividades da instituição.
Vorcaro foi preso inicialmente ao tentar deixar o país, sendo posteriormente liberado com tornozeleira eletrônica. No entanto, voltou a ser detido em março deste ano durante nova fase da operação.
Delação pode ampliar investigação
A possível delação premiada é vista como peça-chave para o avanço das investigações. O empresário assinou termo de confidencialidade com a Polícia Federal e com a Procuradoria-Geral da República, indicando disposição em colaborar.
A expectativa é que o acordo possa revelar conexões com autoridades e ampliar o alcance do caso, que já envolve suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes.
Atualmente, Vorcaro segue preso preventivamente em Brasília, enquanto as autoridades analisam provas, incluindo dados extraídos de celulares apreendidos.
Caso a delação seja firmada, a legislação prevê redução de pena que pode chegar a dois terços, dependendo da relevância das informações apresentadas.














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