Defesa de Bolsonaro afirma que “não há uma única prova” contra ex-presidente em processo sobre plano de golpe
- comunicacao deolhonoacre
- 3 de set. de 2025
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Julgamento no STF envolve Bolsonaro e outros sete réus acusados de crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa

O advogado Celso Vilardi, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), declarou nesta quarta-feira (3) que “não há uma única prova” contra seu cliente no inquérito que apura a existência de um plano de golpe de Estado após o resultado das eleições de 2022. A afirmação foi feita durante sustentação oral na Suprema Corte.
Segundo Vilardi, Bolsonaro não teria atentado contra o Estado Democrático de Direito em relação à chamada minuta de golpe.
Além do ex-presidente, outras sete pessoas estão entre os réus do processo: Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens; Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa; e Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil.
Os réus respondem a acusações de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e ameaça grave, além de deterioração de patrimônio tombado.
A exceção é Alexandre Ramagem, que teve parte da ação penal suspensa pela Câmara dos Deputados e responde apenas a três crimes: organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
O julgamento, conduzido pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do STF, foi dividido em cinco sessões, agendadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.












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