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✨ Dança que Salva Vidas: História de Superação de Peba e seu Movimento Cultural em Rio Branco

15 de set. de 2025
2 min de leitura

Em Rio Branco, uma iniciativa voluntária vem transformando vidas e resgatando esperanças através da dança. O responsável por esse movimento é Valnir, mais conhecido como Peba, um guerreiro da cultura que dedica sua vida a levar arte, inclusão e motivação às comunidades mais carentes da capital acreana.

“Ó amigo, eu sou do movimento de capoeira. Comecei a treinar na rua quando tinha apenas 9 anos de idade. Logo depois me tornei instrutor e, aos 12 para 13 anos, conheci o hip hop. Fiquei profissional, e mais tarde mergulhei na dança de salão, também me profissionalizei. A minha intenção sempre foi formar um grupo de dança e capacitar instrutores. E consegui!”, conta Peba, emocionado.

Graças ao seu esforço e persistência, mesmo sem apoio de governo ou prefeitura, ele já formou cerca de 25 instrutores de dança. Hoje, o projeto possui cinco núcleos espalhados por Rio Branco, levando dança e esperança a jovens, adultos e até idosos.


No último domingo (14), uma nova escola de dança foi inaugurada na Vila Catuaba, fruto do trabalho da instrutora Elia e do Léo, ambos formados por Peba. “A intenção é expandir ainda mais, abrir núcleos em outros bairros, principalmente nas periferias, onde as pessoas mais precisam desse resgate cultural”, afirma.


Segundo Peba, a dança tem um papel muito maior que apenas ensinar passos: ela salva.


“A dança tira jovens do caminho errado, cura depressão, alivia o estresse e devolve a dignidade. Eu sempre digo que a fé em Deus e a dança são remédios que curam a alma”, ressalta.

Apesar das conquistas, ele desabafa sobre a falta de apoio do poder público:


“Fico triste porque o governo e a prefeitura não olham para onde a cultura está viva. O dinheiro da cultura chega, mas não chega para quem está na ponta, para quem faz o trabalho de verdade. Isso desanima. Mas eu nunca desisti e continuo levando esperança para essas comunidades.”


Mesmo diante das dificuldades, Peba segue firme. Seu trabalho é reconhecido por quem participa do projeto e encontra nele uma segunda chance de vida.


“Tudo isso é feito com fé e força de vontade. Sem apoio financeiro, sem patrocínio, apenas com a ajuda de Deus. Nosso grupo é grande, e não vamos parar”, garante.

O movimento de Peba se tornou um símbolo de resistência cultural em Rio Branco. Para ele, cada jovem salvo, cada sorriso recuperado, é combustível para continuar:

“Enquanto houver um bairro precisando de cultura, nós estaremos lá.”

Quer divulgar ou apoiar o trabalho do Grupo de Dança do Peba? Compartilhe essa história e ajude a manter viva a cultura que transforma vidas no Acre. 💃🕺❤️


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