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Dólar sobe a R$ 5,19 com pressão externa, enquanto Ibovespa fecha oitava alta consecutiva

29 de ago.
2 min de leitura

Mercado financeiro reagiu ao tom mais rígido do Federal Reserve sobre a inflação nos Estados Unidos; bolsa brasileira avançou 0,30% nesta sexta-feira (28)

O dólar comercial encerrou o pregão desta sexta-feira (28) cotado a R$ 5,196, com alta de 0,62%, influenciado pelo fortalecimento da moeda norte-americana no exterior após declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh. Apesar do cenário externo negativo, o Ibovespa subiu 0,30%, aos 175.664 pontos, e registrou a oitava sessão consecutiva de valorização.


A reação dos investidores ocorreu após Warsh adotar um tom mais rígido em relação ao combate à inflação nos Estados Unidos durante o simpósio de Jackson Hole. A fala aumentou as expectativas de que o Fed possa manter os juros elevados ou até considerar uma alta em setembro.

Durante o dia, o dólar chegou a atingir R$ 5,23, avanço de 1,30%, antes de reduzir parte da alta no fim da sessão. Na semana, a moeda acumulou valorização de 1,06%. Apesar disso, no acumulado de 2026, o dólar ainda registra queda de 5,34%.


A declaração do dirigente do Fed também provocou alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O título de dois anos, considerado bastante sensível às expectativas sobre os juros norte-americanos, chegou a oferecer rendimento de 4,35%.


Mercado de trabalho brasileiro

No cenário doméstico, os investidores também repercutiram os números do mercado de trabalho. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram a criação de 58.568 empregos com carteira assinada em julho, resultado abaixo das projeções do mercado.


O desempenho reforçou a avaliação de que a atividade econômica pode estar perdendo força e aumentou as apostas em um possível corte da Selic pelo Banco Central em setembro.

A expectativa predominante é de uma redução de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros de 14% para 13,75% ao ano. Uma nova redução poderá ser considerada em novembro, dependendo do comportamento da inflação e da atividade econômica.


Ibovespa mantém sequência positiva

Mesmo diante da queda das principais bolsas norte-americanas, o Ibovespa conseguiu terminar o dia no campo positivo. O índice chegou a superar os 176 mil pontos durante a sessão, mas perdeu força ao longo do pregão.


Na semana, o principal indicador da bolsa brasileira acumulou alta de 2,71%. Em agosto, porém, ainda registra queda de 1,31%. No acumulado de 2026, a valorização chega a 9,02%.


Dados da B3 também apontam entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira. Nos quatro pregões anteriores, o saldo positivo chegou a aproximadamente R$ 1,3 bilhão. No acumulado de agosto, entretanto, o fluxo estrangeiro permanece negativo, em cerca de R$ 18,7 bilhões.


Bolsas dos Estados Unidos fecham em queda

Em Nova York, os principais índices acionários encerraram a sexta-feira no vermelho. O movimento foi influenciado pela possibilidade de o Federal Reserve adotar uma política monetária mais restritiva diante das preocupações com a inflação.


O Dow Jones caiu 0,02%, aos 53.559,99 pontos. O S&P 500 recuou 0,25%, para 7.711,73 pontos, enquanto o Nasdaq teve baixa de 0,52%, aos 26.402,42 pontos.

A alta dos juros dos títulos públicos norte-americanos contribuiu para reduzir o interesse dos investidores por ativos considerados mais arriscados, pressionando as bolsas dos Estados Unidos.

* Com informações da Reuters

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