Crédito volta a girar no Brasil: empréstimos disparam, diz Banco Central
As concessões de empréstimos no Brasil apresentaram crescimento em setembro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Banco Central. Na comparação com agosto, houve aumento de 8,1% nas novas operações, enquanto o estoque total de crédito no sistema financeiro atingiu R$ 6,844 trilhões, alta de 1,1% no período.

O avanço foi observado tanto nas linhas de recursos livres, em que taxas e condições são definidas diretamente entre bancos e clientes, quanto nas operações de recursos direcionados, que seguem parâmetros estabelecidos pelo governo. No primeiro grupo, o crescimento das concessões foi de 8,1%, enquanto no segundo a expansão ficou em 8,2%.
Inadimplência recua no crédito livre
A taxa de inadimplência nas operações com recursos livres apresentou leve queda, passando de 5,4% para 5,3% em setembro. A redução indica pequena melhora no cumprimento dos pagamentos, embora o nível continue elevado em relação ao padrão histórico.
Taxas de juros têm redução, mas seguem altas
As taxas médias de juros também registraram recuo no mês:
Crédito livre: passou de 45,9% para 45,5% ao ano;
Crédito direcionado: caiu de 11,7% para 11,1% ao ano.
Apesar da queda, o custo do crédito permanece alto no país, devido a fatores como risco de inadimplência, custos operacionais bancários e ambiente macroeconômico.
Spread bancário diminui
O spread bancário — diferença entre o custo de captação das instituições financeiras e a taxa cobrada ao cliente final — passou de 32,2 para 31,9 pontos percentuais no crédito livre. A redução, embora modesta, indica ligeiro alívio para os tomadores.
Cenário econômico
O aumento nas concessões ocorre em um contexto de redução gradual da taxa básica de juros (Selic) e sinais de recuperação na demanda por crédito de empresas e consumidores. Especialistas, porém, destacam que o ritmo de expansão deve ser acompanhado com cautela, diante do nível ainda elevado de endividamento das famílias.















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