Cruzeiro patina em campo e pressão sobre Tite aumenta após novo tropeço no Brasileirão
Sem evolução em oito jogos, Raposa sofre virada no Mineirão, ouve vaias da torcida e vê início de trabalho do treinador virar alvo de cobranças.

O primeiro mês de Tite no comando do Cruzeiro tem sido marcado por frustração, resultados abaixo do esperado e pouca evolução dentro de campo. Em oito partidas disputadas, o time mineiro ainda não conseguiu apresentar constância, e a pressão sobre o treinador aumentou após a derrota por 2 a 1 para o Coritiba, no Mineirão, pela rodada inicial do Brasileirão como mandante.
A noite começou com esperança para a torcida celeste. Com boa movimentação, troca de passes e intensidade, o Cruzeiro abriu o placar aos 18 minutos do primeiro tempo com Matheus Pereira, em um momento em que Kaio Jorge, Kaiki e o camisa 10 pareciam reencontrar a sintonia que deu bons resultados ao time em 2025. A equipe pressionava, criava chances, mas pecava na finalização.
A falta de efetividade, ponto já citado publicamente por Tite, voltou a cobrar seu preço. Aos 45 minutos da etapa inicial, a defesa do Cruzeiro se desorganizou em um lançamento de Sebastián Gómez para Bruno Melo, que cruzou para Lavega empatar. O atacante apareceu livre pelo lado direito, sem acompanhamento adequado, enquanto a zaga não conseguiu reagir a tempo, deixando Cássio vendido no lance.
O empate foi um balde de água fria em um time que parecia perto de “virar a chave”. A torcida ainda demonstrou paciência, mas ela durou pouco. Logo aos sete minutos do segundo tempo, em cobrança de falta, o goleiro Pedro Morisco lançou rapidamente para Lucas Ronier. O camisa 11 venceu William na disputa física, avançou e tocou para Breno Lopes, que driblou Cássio e decretou a virada do Coritiba.
A partir daí, o Cruzeiro não mostrou poder de reação. As vaias tomaram conta do estádio, direcionadas principalmente ao lateral William. Pedidos pela saída de Tite e xingamentos ao fim da partida evidenciaram o clima pesado no Mineirão, que recebeu apenas cerca de 15 mil torcedores — o pior público do clube na temporada.
Após o apito final, o elenco permaneceu por mais de 40 minutos no vestiário em conversas internas. Jogadores deixaram o estádio abatidos, defenderam o companheiro William, mas reconheceram a insatisfação da torcida. O ambiente refletiu o momento delicado vivido pelo clube.
Em entrevista, Tite confirmou que se reuniu com Pedro Lourenço, dono do Cruzeiro, e admitiu cobranças mútuas entre comissão técnica e elenco. O treinador assumiu a responsabilidade pelo desempenho e afirmou compreender a pressão crescente.














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