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CRIME BÁRBARO: Serial killer é presa por envenenar e matar quatro pessoas com dose letal de agrotóxico; comparsa confessou ter matado dez cachorros para testar o efeito

9 de out. de 2025
4 min de leitura

Polícia afirma que Ana Paula Veloso usava conhecimento técnico para aplicar substâncias tóxicas em vítimas; crimes ocorreram no Rio de Janeiro e em São Paulo


A Polícia Civil prendeu Ana Paula Veloso, apontada como uma serial killer, suspeita de matar o idoso Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, e outras três pessoas com doses letais de agrotóxico. O crime mais recente ocorreu no Rio de Janeiro, após a suspeita preparar uma feijoada envenenada oferecida à vítima. Segundo as investigações, a comparsa de Ana Paula, Michele Paiva da Silva, filha do idoso, confessou ter matado dez cachorros com dose letal do veneno para testar o efeito antes de aplicá-lo em humanos.


Ana Paula Veloso, apontada como serial killer
Ana Paula Veloso, apontada como serial killer

O delegado Halisson Ideiao, responsável pelo caso, informou que agentes encontraram na casa de Ana Paula a substância terbufós, um tipo de agrotóxico semelhante ao chumbinho, usado para medir a reação e o tempo de ação das doses letais.


Michele Paiva da Silva, filha do idoso, confessou ter matado dez cachorros com dose letal do veneno
Michele Paiva da Silva, filha do idoso, confessou ter matado dez cachorros com dose letal do veneno
“Ela [Michele] confessou que matou dez cachorros testando o método, o tempo e a dosagem do veneno. Elas sabiam exatamente o que aconteceria com quem ingerisse aquilo que foi preparado”, afirmou o delegado.

Histórico de crimes:

Segundo informações divulgadas pela revista Veja, Ana Paula já era conhecida das autoridades paulistas. Ela é acusada de matar quatro pessoas em 2025, todas envenenadas com substâncias químicas semelhantes às encontradas em sua residência.


Vítimas:

Nome: Marcelo Hari FonsecaData do crime: Janeiro de 2025Local do crime: Guarulhos-SPMétodo: Envenenamento

Nome: Maria Aparecida RodriguesData do crime: Abril de 2025Local do crime: Guarulhos-SPMétodo: Envenenamento

Nome: Neil Correa da SilvaData do crime: Abril de 2025Local do crime: Duque de Caxias-RJMétodo: Envenenamento

Nome: Hayder MhazresData do crime: Maio de 2025Local do crime: São Paulo-SPMétodo: Envenenamento


O juiz responsável pelo caso classificou a mulher como uma “verdadeira serial killer”, diante da frieza e do padrão repetido dos crimes.


Em decisão de 4 de setembro, o juiz da Vara do Júri de Guarulhos, Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, classificou Ana Paula como uma “verdadeira serial killer” e decretou sua prisão, ressaltando que os crimes foram cometidos por motivo torpe, com uso insidioso de veneno e recursos que dificultaram a defesa das vítimas, evidenciando total desprezo pela vida humana e risco à ordem pública.


Em um dos casos investigados em Guarulhos (SP), Ana Paula chegou a registrar um boletim de ocorrência alegando ter sido vítima de um bolo envenenado em uma faculdade. No entanto, as investigações apontaram que ela mesma teria tentado incriminar outra pessoa para desviar a atenção da polícia. A partir desse episódio, os investigadores passaram a rastrear os casos de intoxicação ligados a ela.


Neil Corrêa da Silva, de 65 anos
Neil Corrêa da Silva, de 65 anos

Feijoada envenenada e morte do idoso

O crime que levou à prisão de Ana Paula ocorreu em abril deste ano, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O idoso Neil Corrêa da Silva morreu horas após comer uma feijoada oferecida por Ana Paula. O laudo médico apontou causas naturais, como insuficiência respiratória e parada cardiorrespiratória, mas a polícia suspeitou de envenenamento e pediu a exumação do corpo, realizada nesta quinta-feira (9), no Cemitério Memorial do Rio, em Cordovil.


As investigações indicam que Michele Paiva, filha do idoso, teria financiado a viagem de Ana Paula de São Paulo ao Rio de Janeiro para executar o plano. Michele foi presa na última terça-feira (7). As duas mulheres teriam preparado o alimento com uma dose letal de agrotóxico e servido à vítima, que morreu poucas horas depois.


“A Ana Paula não agia sozinha. Michele participou ativamente do crime, oferecendo apoio moral e material. Ela também teria sido responsável por trazer a comparsa ao Rio”, explicou o delegado.

Ligações entre os casos

As investigações apontam conexão entre o caso do Rio e outros três homicídios cometidos em São Paulo. A Polícia Civil afirma que o padrão dos envenenamentos é idêntico: a criminosa preparava alimentos contaminados, oferecia às vítimas e acompanhava os sintomas à distância, sem deixar vestígios aparentes.


Durante a apuração, a quebra do sigilo telefônico revelou conversas entre Ana Paula e Michele nas quais as duas discutiam o plano de envenenar Neil. Em uma das mensagens, elas mencionam especificamente a ideia de usar uma feijoada como disfarce para a substância tóxica.


Além disso, a polícia investiga o envolvimento de Roberta Veloso, irmã gêmea de Ana Paula, suspeita de dar suporte logístico aos crimes.


Prisão e andamento do caso

Ana Paula Veloso e Michele Paiva permanecem presas preventivamente e vão responder por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, maus-tratos a animais e associação criminosa.


O delegado Halisson Ideiao, que acompanha o caso desde São Paulo, afirmou que novas diligências serão realizadas para identificar outras possíveis vítimas.


“Ela demonstrava comportamento calculista, controlava cada detalhe das ações e sabia o efeito exato de cada substância. É um perfil típico de serial killer”, disse o delegado.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e a de São Paulo continuam trabalhando em conjunto para investigar e reunir provas periciais que confirmem a presença das substâncias tóxicas nos corpos de outras vítimas.

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