Crianças enfrentam desafios para chegar à escola na comunidade Água Preta, na Transacreana
Atualizado: 18 de dez. de 2023
Na remota comunidade de Água Preta, situada na região da Transacreana, o acesso à educação tornou-se uma jornada árdua para as crianças locais. Diariamente, os estudantes precisam enfrentar uma longa e desafiadora rota para chegar à escola, enfrentando uma travessia de 40 minutos de barco pelo Riozinho do Rola, seguida de uma caminhada de mais de 2 quilômetros a pé.

A dificuldade do trajeto é agravada pela condição intransitável do ramal que dá acesso à escola. O veículo designado para o transporte dos alunos não consegue trafegar pelo caminho devido às péssimas condições da estrada. Os moradores da comunidade expressam frustração diante da situação, apontando que o estado precário do ramal impede a locomoção dos estudantes com segurança.
Em relatos, membros da comunidade mencionaram a posição do diretor de Ramais do BOCA (Batalhão de Operações de Controle Ambiental) afirmando que o ramal, sob responsabilidade da Prefeitura, não receberia melhorias devido à posição política da comunidade, que é de oposição. Foi sugerido às pessoas da comunidade que buscassem o Ministério Público diante dessa situação.
A falta de infraestrutura viária na região compromete não apenas o acesso à educação, mas também a mobilidade de modo geral. Os moradores sentem-se prejudicados pela falta de investimentos em um serviço básico e essencial, como o acesso à escola, e clamam por soluções que possibilitem o deslocamento seguro e digno das crianças para o ambiente escolar.
Diante desse cenário desafiador, a comunidade aguarda medidas efetivas das autoridades responsáveis para a melhoria das condições do ramal, visando garantir o direito fundamental à educação das crianças residentes em Água Preta, na Transacreana.















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