CPMI do INSS inicia trabalhos com promessa de investigação “profunda e apartidária”
Comissão planeja convocar ex-ministros e ex-presidentes do instituto para apurar fraudes reveladas em reportagem de 2023

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou seus trabalhos nesta terça-feira (26/8), às 9h. O primeiro encontro, realizado excepcionalmente em um dia diferente da agenda regular, definiu normas de funcionamento, votou requerimentos e iniciou convocações.
As próximas reuniões estão agendadas para segundas e quintas-feiras.
O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que os trabalhos serão conduzidos de forma “profunda e apartidária”. O deputado Duarte Júnior (PSB-MA) foi escolhido vice-presidente, enquanto o relator, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), declarou que será “duro e implacável com todos que cometeram crimes, independentemente do governo”.
A criação da CPMI decorre de reportagens publicadas pelo portal Metrópoles desde dezembro de 2023, que revelaram arrecadação de R$ 2 bilhões em um ano por associações vinculadas ao INSS, com descontos de mensalidades de aposentados e processos por fraudes nas filiações.
O plano de trabalho inclui a votação de ao menos 35 requerimentos, envolvendo a convocação de ex-ministros e ex-presidentes do INSS, além de pedidos de acesso a informações e autos de inquéritos policiais relacionados às irregularidades.
Entre os nomes na mira estão ex-ministros como José Carlos Oliveira e Carlos Eduardo Gabas, e ex-presidentes do INSS como Lindolfo Neto de Oliveira Sales, Renato Rodrigues Vieira e Alessandro Antonio Stefanutto, entre outros.
Segundo o presidente da CPMI, as datas das reuniões foram definidas para não coincidir com os dias de plenário do Congresso, evitando obstruções ao andamento das investigações.














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