CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de filho de Lula e sessão termina em tumulto no Congresso
- Renalice Silva

- 26 de fev.
- 2 min de leitura
A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, realizada nesta quinta-feira (26), foi marcada por confusão e troca de agressões físicas entre parlamentares após a aprovação da quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O requerimento foi aprovado por 14 votos a 7, em votação simbólica por contraste visual procedimento em que os parlamentares favoráveis permanecem sentados e os contrários se levantam para manifestação. Logo após a proclamação do resultado pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), deputados da base governista se dirigiram à mesa diretora para contestar a contagem.
O clima se agravou rapidamente, com troca de acusações, empurra-empurra e registro de agressões físicas. Parlamentares precisaram ser separados. Entre os envolvidos na confusão estão os deputados Rogério Corrêa (PT-MG), Alfredo Gaspar (União-AL), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).
Luiz Lima afirmou ter sido atingido por um soco. Rogério Corrêa admitiu que desferiu o golpe durante o tumulto, alegando ter sido empurrado, e posteriormente pediu desculpas ao colega. Diante da desordem, a sessão foi suspensa e retomada minutos depois.
Pedido de anulação
Durante a retomada, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) solicitou a anulação da votação, alegando erro na contagem e questionando o critério adotado na votação simbólica. Ele afirmou que houve divergência no contraste visual e ameaçou recorrer ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre.
O senador Carlos Viana rejeitou o pedido, afirmando que a contagem foi realizada duas vezes e que o resultado estava mantido.
Contexto da investigação
A inclusão de Lulinha na investigação ocorreu após a apreensão, pela Polícia Federal, de mensagens envolvendo o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Em diálogos interceptados, ele teria feito referência ao “filho do rapaz” ao comentar um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa da empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha.
Segundo o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, há suspeita de que o filho do presidente possa ter atuado como “sócio oculto” de Antônio Camilo, o que motivou o pedido de quebra de sigilo. A defesa dos governistas sustenta que Lulinha não é investigado formalmente e nega irregularidades.
Outros requerimentos
Na mesma sessão, a CPMI aprovou ainda a convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor do presidente do Senado, e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima. Também foram autorizadas quebras de sigilo bancário e fiscal relacionadas à empresa Master.
A CPMI do INSS investiga supostas irregularidades envolvendo contratos, instituições financeiras e possíveis favorecimentos, e deve intensificar os trabalhos nas próximas semanas em meio ao acirramento do embate político no Congresso Nacional.












Comentários