Coronel Ulisses leva denúncias do 8 de Janeiro à OEA e provoca reação internacional
- Renalice Silva

- 28 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
A atuação do deputado federal Coronel Ulisses (União Brasil–AC) em defesa dos investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro ganhou repercussão internacional. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), enviou ao Brasil um pedido oficial de informações após analisar a representação apresentada pelo parlamentar em 2024, ao lado de mais de 70 deputados e do advogado Ezequiel Silveira.

Segundo Ulisses, a notificação demonstra que as denúncias sobre violações de garantias fundamentais começam a ser reconhecidas fora do país. Para ele, o movimento da OEA reforça que há “indícios graves” de excessos cometidos contra acusados e condenados pelo STF.
Notificação atende diretamente ao pedido de Ulisses
O documento da CIDH solicita ao governo brasileiro esclarecimentos detalhados sobre:
os 104 condenados pelo STF;
eventuais recursos apresentados e seus prazos;
notificações às defesas;
situação carcerária atual de cada investigado.
A Comissão também pede informações específicas sobre casos que Coronel Ulisses vem denunciando publicamente, como:
a morte de Cleriston Pereira da Cunha (Clézão) dentro do sistema prisional;
a prisão e posterior liberação da idosa Adalgiza Maria Dourado;
os 12 presos do Acre e do Pará que, segundo Ulisses, estavam a mais de 2 mil km de Brasília e permaneceram encarcerados por cerca de 108 dias, apesar de não terem participado diretamente dos atos.
Ulisses critica decisões do STF e aponta “injustiças”
Nas redes sociais, o parlamentar celebrou o avanço do caso e voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal, afirmando que a Corte estaria aplicando “penas desproporcionais” e conduzindo julgamentos que violam garantias básicas.

Ulisses também cobrou uma postura mais firme da Câmara dos Deputados diante do que ele classifica como “excessos” do STF. Ele reafirmou que seguirá apoiando famílias e réus que considera vítimas de injustiças no processo do 8 de janeiro.
Atuação política ganha força entre apoiadores
A base eleitoral do coronel tem apontado a notificação da OEA como um marco importante na estratégia internacional conduzida por Ulisses, que tenta levar o debate sobre os julgamentos do 8 de janeiro para além das cortes brasileiras.
Segundo o advogado Ezequiel Silveira, parceiro do deputado na denúncia, o despacho da OEA mostra que “o mundo começa a prestar atenção no que está acontecendo no Brasil”.
Próximos passos
Com a solicitação formal feita, o governo brasileiro terá de responder à CIDH nas próximas semanas. Após analisar os dados, a Comissão poderá emitir recomendações, pedir medidas cautelares ou, em caso extremo, remeter o tema à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Enquanto isso, Coronel Ulisses promete continuar pressionando e ampliando as denúncias em defesa dos investigados.














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