Copa do Brasil 2026 começa com maratona de jogos e histórias inusitadas pelo país
Primeira fase reúne 28 clubes em duelo único, traz 14 estreantes e personagens curiosos que prometem agitar o futebol raiz.

A bola vai rolar nesta terça-feira (17) para a maior edição da Copa do Brasil já realizada. Em 2026, o torneio chega turbinado: são 126 clubes, 155 jogos e nove fases — números recordes na história da competição.
A largada da primeira fase terá 14 confrontos em partida única, envolvendo 28 equipes de pior posição no Ranking Nacional de Clubes. É o momento em que o futebol raiz ganha protagonismo, com estádios cheios, torcidas locais empolgadas e muita gente sonhando alto.
Estreantes e clima de decisão
No Estádio Lourival Gomes, em Saquarema (RJ), o estreante Sampaio Corrêa-RJ abre os trabalhos contra a tradicional Desportiva, às 20h. Em jogo único, não há margem para erro: quem vencer avança. Empate leva a decisão para os pênaltis.
A segunda fase será ainda mais robusta, reunindo 88 clubes — os 14 classificados desta semana se juntarão a outros 74 times já garantidos.
Metade dos times é novata
Dos 28 clubes que entram em campo nesta semana, 14 são estreantes na competição. Entre eles estão Betim, Guaporé, Laguna, Maguary, Monte Roraima, Pantanal, Porto, Primavera-SP, Primavera-MT, Sampaio Corrêa-RJ, Santa Catarina, Serra Branca, Tirol e Velo Clube.
O número chama atenção e reforça o caráter democrático da Copa do Brasil: times emergentes dividem espaço com agremiações tradicionais, criando o cenário perfeito para zebras históricas.
Experiência na elite é exceção
Entre os participantes da primeira fase, poucos têm bagagem na Série A do Brasileirão. A Desportiva lidera o ranking de participações, com 16 presenças na elite, a última em 1993. O Gama soma seis aparições, o Piauí tem quatro, e o América-SE disputou a antiga Taça Brasil em 1967.
Três clubes chegam embalados como campeões estaduais: o Gama (DF), o Primavera (MT) e o Piauí, fator que pode pesar em confrontos equilibrados.
Vaga suada — ou nem tanto
A maioria dos times garantiu presença após figurar no top-4 de seus estaduais ou em competições classificatórias do segundo semestre, como a Copa Paulista e a Copa Fares Lopes. Mas há exceções curiosas: o Velo Clube, por exemplo, assegurou vaga mesmo após terminar apenas em 11º no Paulistão, beneficiado pelo número maior de vagas destinadas à federação paulista.














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