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Com 41 assinaturas de senadores pelo impeachment de Moraes, Mendes critica blindagem esquerdista e acusa Alcolumbre de autoritarismo ao proteger o ministro.

7 de ago. de 2025
2 min de leitura

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), acusou nesta quinta-feira (7/8) o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de agir com autoritarismo ao declarar que não pretende pautar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo que os 81 senadores da Casa apoiem a medida.


A declaração foi dada durante reunião na residência oficial do governador Ibaneis Rocha (MDB), em Brasília, que contou com a presença de governadores de nove estados e do Distrito Federal. O encontro discutiu os impactos da crise institucional entre os Poderes e o novo impasse nas relações comerciais com os Estados Unidos, após o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros para 50%.


Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

“Não podemos aceitar, sob o pretexto de defender a democracia, a imposição de atitudes autoritárias. Vi uma declaração do presidente do Senado, Alcolumbre, que me preocupou profundamente: ele afirmou que, mesmo que os 81 senadores peçam, não vai pautar um pedido de impeachment [contra Alexandre de Moraes]. Isso é autoritarismo. Como se condena alguém por atitudes autoritárias agindo da mesma forma?”, disse Mendes.

Segundo apurou o Metrópoles, Alcolumbre afirmou em reunião com líderes da base e da oposição que não levará adiante o processo contra Moraes, mesmo com unanimidade. A Constituição atribui exclusivamente ao presidente do Senado a prerrogativa de pautar ou não esse tipo de matéria.


Em resposta, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou nas redes sociais que, diante da recusa de Alcolumbre, não se trata apenas do impeachment de Moraes, mas também da abertura de um processo contra o próprio presidente do Senado.


A oposição conseguiu reunir 41 assinaturas de senadores, número suficiente para protocolar o pedido de impeachment. A última adesão foi do senador Laércio Oliveira (PP-SE). Com isso, os oposicionistas anunciaram o fim da obstrução aos trabalhos do Senado e encerraram a ocupação da Mesa Diretora, passando a concentrar esforços para pressionar Alcolumbre a dar andamento ao processo. Para que o impeachment seja aprovado, são necessários os votos favoráveis de dois terços do Senado, ou seja, 54 dos 81 senadores.

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