Clássico nunca será amistoso, mas o que importa é o fim e não o começo
Óbvio que isso não eximirá o time de uma análise criteriosa, mas às vezes cria-se uma pressão desnecessária em um momento de busca por ajustes.

Cruzeiro e Atlético entrarão em campo a quase 7 mil quilômetros de distância da capital mineira. E mesmo que o clássico aconteça em outro país e em clima de pré-temporada, não será um mero amistoso de luxo. Onde a rivalidade está enraizada, sempre sobrarão faíscas. E elas já começaram a queimar na primeira coletiva de Gabriel Barbosa como jogador da Raposa, após a apresentação em um Mineirão tomado.
A figura do atleta traz esta aura, ainda mais porque a última lembrança do hoje camisa 9 celeste em relação ao Atlético é positiva. Quem sabe não lhe sobre aquela oportunidade fortuita de balançar as redes do agora rival oficial novamente?
O que todos estão ansiosos para ver, de fato, é um time mais azeitado frente a um Atlético-MG que leva vantagem por ter poucas movimentações e estar mais habituado a atuar junto, mesmo que um novo "velho" treinador esteja no comando.
Muitas variáveis se apresentam para a partida deste sábado. Qual será o time, a minutagem dos considerados titulares, se alguns dos reservas serão poupados para poderem atuar na estreia do Mineiro, no domingo, aumentando o tempo de jogo das estrelas do elenco, qual será a intenção de Cuca, já que o Atlético não fez nenhum teste com seu time considerado principal.
Será também o encerramento da maior parte desta pré-temporada, ao meu ver, bastante proveitosa, especialmente para estreitar os laços do elenco, recheado de novidades, tirar lições, aprender e treinar com intensidade.
Para mim, independentemente do que acontecer na partida deste sábado, o alvo não está no agora. Pode ser bom do ponto de vista anímico superar o rival e iniciar a temporada com o pé direito, mas nada disso será válido se o alvo principal não for concluído, que é a busca por títulos, a começar pelo Estadual.
Mas é óbvio que isso também não eximirá o time de uma análise criteriosa sobre o futebol apresentado. Até porque um teste também serve para isso. Avaliar o que foi feito de maneira correta e o que não foi executado da forma planejada.
Porém, ressalto: é preciso olhar para o fim e não para o começo.
Creio que isso tem que estar na mente do torcedor, porque às vezes cria-se uma pressão desnecessária em um momento onde o time está em outra rotação e buscando ajustes.
Por: O TEMPO















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