Clima quente no STF: Fux desafia Moraes e critica “falta de coerência nas decisões” da Corte: Ministro questiona protagonismo do STF e diz que Supremo está “usurpando o papel do Parlamento
- Renalice Silva

- 21 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Circula nas redes sociais, desde o início da tarde desta segunda-feira (21), um vídeo que mostra um embate direto e tenso entre os ministros Luiz Fux e Alexandre de Moraes, durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.
No trecho, Luiz Fux adota um tom firme ao criticar o que chamou de “protagonismo judicial excessivo” e alerta que a Corte está ultrapassando os limites de sua atuação ao interferir diretamente em decisões que, segundo ele, caberiam exclusivamente ao Parlamento.

“No Estado Democrático, a instância maior é o Parlamento. O STF não detém o monopólio das respostas constitucionais. Nossas decisões devem refletir o sentimento constitucional do povo”, afirmou Fux, sob olhares tensos no plenário.
A fala mais incisiva veio na sequência, quando Fux fez uma crítica velada – mas interpretada como direta – a Alexandre de Moraes:
“Pior do que não saber Direito é um juiz que não tem coerência em suas decisões.” Pontuou
A declaração gerou reações imediatas entre os ministros, com Moraes mantendo semblante sério, sem responder diretamente, mas visivelmente incomodado.
Nos bastidores, o clima entre os magistrados é de divisão crescente. A fala de Fux ecoa entre parlamentares que vêm acusando o STF de legislar em temas sensíveis, como liberdade de expressão, fake news e regulação das redes sociais, onde Moraes tem tido papel central.
O discurso de Fux viralizou nas redes sociais, especialmente entre críticos do Judiciário. Hashtags como #STFUsurpador e #FuxFalouTudo rapidamente chegaram aos assuntos mais comentados do X (antigo Twitter).
Embora não tenha citado nomes diretamente, a crítica de Fux foi interpretada como um claro recado a Moraes, que lidera uma série de decisões monocráticas polêmicas envolvendo políticos, jornalistas e até militares investigados por suposta ameaça à democracia.
Até o momento, o STF não se manifestou oficialmente sobre o embate entre os ministros.












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