Cinco integrantes de facção recebem mais de 300 anos de prisão em Sena Madureira
Réus foram considerados culpados por homicídios, tortura e aliciamento de menores em ataques no Segundo Distrito

O Tribunal do Júri de Sena Madureira encerrou nesta quinta-feira (23) um dos julgamentos mais longos já realizados na comarca, condenando cinco homens por integrarem uma facção criminosa e participarem de ataques armados que aterrorizaram moradores do Segundo Distrito no ano passado.
As penas somam mais de 300 anos de prisão, todas a serem cumpridas em regime fechado, sob presidência do magistrado Éder Jacoboski Viegas.
Segundo a sentença, os réus José Fernando Vale da Silva, Railan Rodrigues da Silva, Antônio Eliomar da Silva Manuário, José Ribamar Queiroz da Silva e Raí Queiroz da Silva foram considerados culpados por tentativas de homicídio duplamente qualificadas, tortura, corrupção de menores e organização criminosa. As penas individuais variam entre 35 e 101 anos, conforme o grau de participação de cada um nos crimes.
Um dos episódios que chamou atenção durante o julgamento envolveu a tortura de uma mulher e seu bebê de oito meses, utilizada pelos criminosos como forma de intimidação para obter informações sobre rivais.
O magistrado destacou o impacto psicológico sofrido pelas vítimas e o clima de medo instalado entre os moradores da região.
As investigações apontaram que os condenados faziam parte da facção Comando Vermelho, responsável por ordenar ataques e aliciar adolescentes para atividades criminosas.
Por isso, todos receberam condenações adicionais por corrupção de menores e organização criminosa, com aumento de pena devido ao envolvimento de jovens.
Após a leitura da sentença, os cinco réus foram reconduzidos ao Presídio Evaristo de Moraes, onde já cumpriam prisão preventiva.














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