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CBF divulga áudio do VAR e explica expulsão polêmica em Flamengo x Corinthians

2 de fev.
2 min de leitura

Carrascal acertou soco em Breno Bidon, e cartão vermelho só foi aplicado após revisão no intervalo da Supercopa do Brasil.

(Foto: Reprodução/CBF TV)
(Foto: Reprodução/CBF TV)
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou na noite deste domingo a análise do VAR que resultou na expulsão do colombiano Jorge Carrascal durante a partida entre Flamengo e Corinthians, válida pela Supercopa do Brasil.

O lance ocorreu no fim do primeiro tempo, quando o jogador rubro-negro acertou um soco no rosto de Breno Bidon, fora da disputa de bola, mas a punição só foi aplicada na volta do intervalo.


Ainda antes do apito final da primeira etapa, o árbitro Rafael Klein aguardou a checagem do VAR, porém, naquele momento, não houve recomendação de revisão por falta de imagens conclusivas. Durante o intervalo, no entanto, a equipe de arbitragem de vídeo teve acesso a novos ângulos, que evidenciaram a conduta violenta do camisa 15 do Flamengo.


Revisão autorizada pelo protocolo

Com as novas imagens, o VAR recomendou a revisão do lance antes do reinício do jogo. Já no gramado, Rafael Klein chamou os capitães Arrascaeta, do Flamengo, e Gustavo Henrique, do Corinthians, explicou o procedimento e foi até o monitor à beira do campo. Após analisar o vídeo, o árbitro decidiu pela expulsão direta de Carrascal.


“Durante o intervalo, a equipe do VAR encontrou evidências de uma conduta violenta nesse último lance. Eu vou ser chamado agora para rever o lance que não foi visto no campo”, explicou Klein aos jogadores.


De acordo com a CBF, lances de agressão ou conduta violenta podem ser revisados a qualquer momento da partida, conforme prevê o Livro de Regras 2025/26 e o Protocolo do VAR da FIFA, mesmo após o término do primeiro tempo.


Nota oficial da CBF

Em comunicado, a entidade detalhou que a revisão só foi possível após a identificação clara da infração, ocorrida com o jogo parado e fora da disputa de bola. A CBF também informou que houve uma queda de energia elétrica no estádio, inclusive na cabine do VAR (VOR), durante o intervalo.


O sistema de contingência manteve o funcionamento do VAR por cerca de 15 minutos. Como a energia não foi restabelecida de imediato, a partida seguiu sem o auxílio do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo.


Segundo a Comissão de Arbitragem, todos os protocolos internacionais foram seguidos, com comunicação às equipes, e não houve prejuízo técnico ou esportivo ao andamento da partida.

A divulgação do áudio e da análise do VAR busca dar transparência à decisão, que gerou forte repercussão entre torcedores nas redes sociais após o clássico nacional.


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