Caso Vitória: Contradição em depoimento leva ex-namorado a ser principal suspeito do assassinato Brutal: "Ele se entregou a polícia"
Atualizado: 6 de mar. de 2025
Após ter prisão preventiva decretada pelo tribunal de justiça de são paulo, o ex-namorado da vítima se entrega a polícia em SP.
A investigação sobre o assassinato da jovem Vitória Regina de Sousa, de 17 anos, teve uma reviravolta nesta quinta-feira (6). O ex-namorado da vítima se tornou o principal suspeito após apresentar contradições em seu depoimento, segundo a Polícia Civil.

Conforme o delegado Aldo Galiano, responsável pelo caso, a jovem desapareceu entre 00h15 e 00h30. O suspeito afirmou que estava acompanhado de outra garota em outro local. No entanto, imagens de segurança e dados de localização indicam que ele estava próximo ao local do desaparecimento às 00h35, o que contradiz sua versão.
A polícia solicitou a prisão temporária do suspeito, mas a Justiça negou, alegando que ainda não há indícios suficientes de autoria do crime. O pedido de busca e apreensão também foi recusado.

Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a declaração do suspeito de que só viu a mensagem da vítima pedindo carona às 4h da manhã. Contudo, registros mostram que ele abriu mensagens da família antes desse horário e respondeu a uma delas com um "ok" antes das 4h.
Vitória desapareceu após sair do trabalho, em um shopping de Cajamar, na Grande São Paulo. Câmeras de segurança registraram a jovem caminhando até um ponto de ônibus, sendo seguida por dois homens. Momentos antes, ela enviou mensagens para uma amiga relatando que estava assustada com a presença de desconhecidos.
O corpo da adolescente foi encontrado na última quarta-feira (5), em uma área de mata, com sinais de violência, cabelo raspado e sem roupas. Cães farejadores auxiliaram na localização.
Novas investigações
A polícia também investiga um amigo do ex-namorado, dono do veículo Corolla que o suspeito utilizava na noite do crime. Esse homem está desaparecido desde o sumiço de Vitória. O carro foi apreendido para perícia, onde foi encontrado um fio de cabelo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para análise.
Até o momento, 14 pessoas prestaram depoimento, e sete são investigadas.
A Prefeitura de Cajamar emitiu uma nota lamentando a morte da jovem e decretou três dias de luto oficial. "Esta é uma perda irreparável que causa imensa dor à sua família, amigos e a toda a comunidade cajamarense. Seguiremos acompanhando as investigações para que a justiça seja feita", diz o comunicado.















Comentários