Caso José Pedro: bebê declarado morto e encontrado vivo durante velório morre após dois dias internado em Rio Branco
Prontuário revela que médica atestou morte e outra assinou o óbito; Polícia Civil e Sesacre investigam erro grave na Maternidade Bárbara Heliodora

O recém-nascido José Pedro, que havia sido declarado morto e encontrado com sinais vitais durante o próprio velório, morreu na madrugada desta segunda-feira (27) na UTI do Hospital da Criança, em Rio Branco. O caso gerou grande repercussão e é investigado pela Polícia Civil e pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre).
José Pedro nasceu prematuro de 23 semanas de gestação, pesando 525 gramas, na noite da última sexta-feira (24), na Maternidade Bárbara Heliodora. A mãe, Sabrina Souza da Costa, e o pai, Marcos dos Santos Fernandes, são moradores de Pauini (AM) e vieram a Rio Branco em busca de melhor atendimento médico.
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De acordo com o prontuário médico, a avaliação inicial foi feita pela médica Charlene Cristine Rodrigues Menezes (CRM 2045/AC), que registrou ausência de atividade fetal e frequência cardíaca inaudível após o parto. O óbito foi declarado às 21h10 do dia 24.
A declaração de óbito foi preenchida por outra profissional, Jhersyka Kessis Gonçalves Carvalho Campos (CRM 3292/AC), com base nas informações repassadas pela médica de plantão da UTI Neonatal. Cerca de 13 horas após o registro do óbito, o corpo do bebê foi liberado e encaminhado para o Cemitério Morada da Paz, na região do Calafate. Durante o velório, familiares relataram ter ouvido um choro vindo do caixão. Ao abrirem, perceberam que o recém-nascido ainda apresentava sinais vitais.

A criança foi levada de volta à maternidade e, em seguida, transferida para o Hospital da Criança, onde foi internada em estado gravíssimo e respirava com ajuda de aparelhos.
Após quase dois dias internado, José Pedro morreu por volta das 23h15 de segunda feira (27), em decorrência de choque séptico e sepse neonatal. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado durante a madrugada para recolher o corpo e realizar os procedimentos periciais.
A Sesacre instaurou uma investigação interna e afastou a equipe médica responsável pelo atendimento inicial. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as responsabilidades médicas e administrativas.
O caso segue sob investigação e deve passar a ser acompanhado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).















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