Caso de Terror: Médica é Acusada de Mandar Matar Mulher para Roubar a Filha e Viver “Vida de Mãe”
A médica neurologista Claudia Soares Alves, de 42 anos, voltou a ser presa nesta quarta-feira (5) em Itumbiara (GO), suspeita de mandar matar a farmacêutica Renata Bocatto Derani, de 38 anos, assassinada em 2020, em Uberlândia (MG). Além da acusação de homicídio, Claudia já respondia por falsidade ideológica e tráfico de pessoas, após tentar sequestrar uma recém-nascida em uma maternidade da mesma cidade.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o crime teria sido motivado pela obsessão da médica em ser mãe de uma menina. A investigação aponta que Claudia teria planejado o assassinato da farmacêutica com o objetivo de assumir a guarda da filha da vítima.
Histórico de crimes e comportamento investigado
Em 2020, Claudia foi presa após raptar um bebê dentro da maternidade do Hospital das Clínicas de Uberlândia. Na ocasião, ela teria se passado por pediatra e usado documentos falsos para registrar a criança como sua filha. Desde março deste ano, ela respondia ao processo em liberdade, após ter sido demitida da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), onde atuava como docente.

De acordo com o delegado Eduardo Leal, Claudia realizava tratamentos para engravidar, mas não obteve sucesso. Após tentativas frustradas, teria buscado adoções irregulares e chegado a oferecer dinheiro para “comprar” um recém-nascido na Bahia.
Quarto infantil encontrado durante operação
Durante o cumprimento do mandado de prisão em Itumbiara, os investigadores encontraram na casa da médica um quarto decorado para uma criança, com paredes rosas, roupas e um berço contendo uma boneca bebê reborn, reforçando a hipótese de obsessão com a maternidade.

“Ela é capaz de tudo para alcançar o intento de ser mãe de uma menina”, afirmou o delegado.
Homicídio da farmacêutica
Renata Bocatto foi morta a tiros em novembro de 2020, quando chegava ao trabalho em uma farmácia no bairro Presidente Roosevelt, em Uberlândia. Câmeras de segurança registraram o momento da execução.
Além de Claudia, foram presos temporariamente pai e filho, vizinhos da médica, suspeitos de participação no crime. Os três foram transferidos para Uberlândia, onde permanecem à disposição da Justiça.
Relação com a vítima
As investigações indicam que Claudia chegou a se casar com o ex-marido de Renata, porém o relacionamento durou cerca de dois meses. O homem teria decidido se separar devido ao comportamento obsessivo da médica, especialmente direcionado à filha que Renata tinha com ele. Após o rompimento, a farmacêutica passou a impedir que a filha convivesse com o pai quando ele estava acompanhado de Claudia.
A polícia investiga se o homicídio foi planejado como forma de retomar o relacionamento e assumir o papel materno da criança.
Situação atual
Claudia segue presa e deve responder por:
Homicídio qualificado
Falsidade ideológica
Tráfico de pessoas
Sequestro de recém-nascido
A Polícia Civil ainda apura a participação de outros envolvidos.















Comentários